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Governo pode ajustar preço dos combustíveis, Prime…

Maputo, 6 Mai (AIM) – A primeira-ministra moçambicana, Benvinda Levi, disse quarta-feira ao parlamento do país, a Assembleia da República, que o governo poderá ajustar o preço dos combustíveis em função da sua tendência ascendente nos mercados internacionais.

Cerca de 80 por cento das importações de combustíveis de Moçambique passam por rotas ligadas ao Estreito de Ormuz, o que significa que o impacto da guerra no Médio Oriente é potencialmente desastroso para a economia do país.

O Estreito de Ormuz – responsável pelo fluxo diário de quase 20% das vendas mundiais de petróleo – foi bloqueado, impedindo a passagem de navios que transportam gás e petróleo.

Segundo o primeiro-ministro, que respondia quarta-feira a perguntas dos deputados do parlamento do país, a Assembleia da República, a actual situação internacional é marcada pela incerteza quanto ao fim do conflito no Médio Oriente.

“Esta situação tem provocado uma tendência ascendente dos preços dos combustíveis nos mercados internacionais, da qual Moçambique não está imune. Moçambique, sendo um importador líquido de combustíveis e tendo em conta esta situação internacional, enfrentará como inevitável o ajustamento gradual dos preços destes produtos a nível nacional”, disse.
Há várias semanas que o país enfrenta dificuldades no abastecimento de combustíveis, com postos encerrados e linhas generalizadas, bem como limites na compra de gasóleo ou gasolina e redução na oferta de transportes.

O governo também admitiu que a crise dos combustíveis no país está relacionada com a escassez de divisas (particularmente dólares americanos), o que significa que “o combustível não está a chegar dos portos às bombas de combustível porque as empresas proprietárias das bombas estão a enfrentar problemas de tesouraria.

Em circunstâncias normais, os distribuidores de combustíveis utilizam garantias bancárias, denominadas em dólares norte-americanos, para pagar o combustível que encomendam nos portos. Alguns distribuidores não conseguem adquirir estas garantias dos bancos comerciais.

Segundo Levi, para minimizar os impactos negativos do aumento dos preços dos combustíveis na vida dos cidadãos e na economia, o governo irá implementar um conjunto de medidas multissectoriais.

“Reiteramos a nossa exortação para que todos continuem a acompanhar com serenidade a evolução da situação e se abstenham de propagar mensagens que possam gerar pânico na sociedade”, disse.

Por seu lado, o ministro da Economia, Basílio Muhate, disse que o governo vai subsidiar os transportes públicos para conter o impacto da crise dos combustíveis, marcada pela escassez e limitações às importações.

“O Governo pretende utilizar mecanismos de estabilização financeira para evitar aumentos em grande escala para as famílias. Esta abordagem garante que a população mais vulnerável mantém o acesso aos transportes e aos produtos essenciais sem sofrer muito impacto imediato da crise de abastecimento”, afirmou.

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