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O pagamento integral da dívida ao FMI visa…

Maputo, 6 Mai (AIM) – A ministra das Finanças de Moçambique, Carla Louveira, anunciou que o pagamento antecipado e integral pelo governo da dívida pendente de 515,04 milhões de Direitos Especiais de Saque (equivalentes a 630,1 milhões de dólares norte-americanos) ao Fundo Monetário Internacional (FMI) visa restaurar a credibilidade do país no mercado internacional.

Segundo o ministro, que respondia quarta-feira a perguntas dos deputados do parlamento do país, a Assembleia da República, o facto de Moçambique já não estar em atraso com o FMI pode ajudar os esforços do governo para obter mais empréstimos do Fundo.

“Ao liquidar esta obrigação antecipadamente, o país demonstra capacidade de gestão prudente dos seus compromissos externos, reforçando a sua reputação como parceiro credível no sistema financeiro internacional. Esta decisão envia uma mensagem clara aos mercados e significa que Moçambique honra os seus compromissos”, afirmou.

“O país está empenhado em restaurar a confiança num contexto global cada vez mais exigente em termos de transparência e sustentabilidade da dívida”, acrescentou.

O ministro considera que o reembolso da dívida do país ao FMI deve ser encarado como um sinal de reforço da posição externa e de maior autonomia na condução da política económica, “o que tende a melhorar o perfil de risco soberano”.

A dívida pendente do país era de 515,04 DSE, mas caiu para zero no final de Março. Moçambique é o único país nesta situação entre 85 países listados.

“O pagamento foi concluído em 23 de Março, liquidando os adiantamentos ao abrigo da Facilidade de Crédito Rápido acordada em 2019, da Facilidade de Crédito Rápido acordada em 2020, e da Facilidade de Crédito Alargado acordada em 2022. O governo utilizou Reservas Internacionais Líquidas (RIL), activos em moeda estrangeira usados ​​para pagar as importações”, disse ela.

Esta decisão, explicou ela, faz parte de uma estratégia mais ampla de normalização macroeconómica para fortalecer a confiança institucional “num momento em que os mercados valorizam sinais consistentes de compromisso com reformas estruturais”.

“Tratou-se de um instrumento estratégico de política económica, com impacto directo na credibilidade externa, na atracção de investimento e na consolidação da estabilidade macroeconómica”, disse o ministro.

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