
O mercado grossista do Zimpeto, considerado o maior entreposto comercial da capital do País, regista uma redução significativa de clientes, numa situação associada à escassez de combustível que afecta o sector dos transportes.
Durante uma ronda no local, constatou-se que, apesar da disponibilidade de produtos nas bancas, os corredores apresentam fraca movimentação. Comerciantes apontam que a dificuldade de acesso a gasóleo e gasolina tem limitado a circulação de transportes públicos, dificultando a deslocação de compradores que dependem desses meios.
Os revendedores relatam um cenário de incerteza, marcado pela queda na procura. Um dos comerciantes afirmou que “dificuldade que não falta é aquilo que nós temos até então; temos produto, não temos comprador”, destacando que a ausência de clientes é actualmente o principal desafio.
Mesmo com oferta de produtos como tomate, batata e cebola, o escoamento enfrenta constrangimentos. Segundo os operadores, “a questão do combustível afecta-nos muito”, não só no comércio interno, mas também na distribuição para outras regiões.
A situação afecta igualmente as rotas de abastecimento que ligam Moçambique à África do Sul e a diversas províncias do País. Transportadores enfrentam dificuldades para operar, sendo que, de acordo com relatos locais, “há dias que não conseguimos mandar [o carro] por conta de combustível”, o que compromete a cadeia logística.
A redução da mobilidade de pessoas e bens está a impactar a dinâmica comercial do mercado do Zimpeto, num contexto em que a disponibilidade de produtos não tem sido suficiente para garantir o normal funcionamento das actividades.
Fonte original: STV Notícias





