Mais três anos de contrato para Eduardo Quaresma, de 2028 para 2031, renovação que vinha tomando forma desde o fim da temporada passada. O processo entretanto com o acelerar o do mercado de transferências parou um pouco mas voltou à ordem do dia nos gabinetes de Alvalade nos últimos dias, como noticiámos, e ficou agora concluído. A cláusula de rescisão permanece em 80 milhões de euros.
Essa renovação vem no momento em que Quaresma se afirma no grupo às ordens de Rui Borges, treinador que lhe deu a titularidade nesta pré-temporada e a braçadeira de capitão, beneficiando o camisa 72 do fato de Debast, Gonçalo Inácio e Diomande terem estado ausentes no Mundial (o marfinense está até de partida para o Nottingham Forest) e de o recém-contratado Ibrahima Ba estar se recuperando de intervenção cirúrgica.
«Sentimento de orgulho»
Na hora da renovação, Eduardo Quaresma não foi capaz de esconder a emoção. «É um sentimento de orgulho e sinal de que o Sporting tem confiado no meu trabalho ao longo dos anos. Me sinto em casa, me sinto bem e estou feliz com essa renovação», disse aos meios de comunicação leoninos.
O central confessou que «nem nos melhores sonhos» imaginou chegar a este ponto da carreira. «Eu era um garoto quando entrei aqui, tentava me divertir e aproveitar o futebol ao máximo. Quando as coisas começaram a ficar mais sérias percebi que poderia chegar ao time principal e renovar», disse o leão, este ano promovido a capitão e que se inspira em Sebastián Coates e Morten Hjulmand: «Foram dois capitães completamente diferentes, mas dois grandes exemplos que procuro seguir. Ainda converso muito com eles e sei da responsabilidade que é usar a braçadeira aqui. Também era um sonho de pequeno e me sinto muito orgulhoso.»
Eduardo Quaresma com o presidente Frederico Varandas – Foto: SPORTING CP
Aos 24 anos, Quaresma já é uma referência para os jovens da formação: «É um pouco estranho. Estou no time principal desde os 17, só tenho 24 e já começo a ser referência para os que chegam agora. É um orgulho porque com a idade deles eu também tinha referências no clube. Espero estar no nível que eles esperam», disse o zagueiro que mira a nova temporada e os reforços que chegaram:
«Os jogadores que entraram integraram-se muito bem no grupo. A cultura do Sporting é familiar e eles já vêm preparados para ser bem recebidos. O trabalho foi bem feito e estamos a criar uma família muito boa e unida para atacar a nova época.»
Quaresma dirigiu-se depois aos adeptos: “Respeitamo-nos mutuamente. Eles veem que dou tudo por eles e também sinto que sempre empurram por mim e pela equipe. É uma relação de respeito e carinho. Só tenho que agradecer aos sportinguistas. Que continuem a puxar por nós e espero dar-lhes muitos títulos.»
A caminhada e os títulos
A trajetória do central de leão ao peito começou em 2011, quando foi contratado junto ao Fabril para o sub-10. Depois de percorrer todos os escalões de formação e passar por dois empréstimos (para Tondela e Hoffenheim da Alemanha), se estabeleceu no time principal. Lançado por Rúben Amorim na temporada 2019/2020, o zagueiro contabiliza 104 partidas pelo time A, com registro de quatro gols e três assistências.
«No futebol, estamos tanto no topo quanto lá embaixo. Procurei, mesmo nos empréstimos, dar o melhor de mim. Foram dois anos difíceis mentalmente, mas eu era um guerreiro e consegui dar a volta por cima. (…) Não evoluí tanto como jogador, mas mentalmente. Fiquei mais adulto e era isso que o mister buscava na época. Não tinha a ver com qualidade ou comprometimento, eu precisava crescer como pessoa e esses dois anos ajudaram», garantiu o jogador.
Na última temporada, em que a administração verde e branca assegurou a renovação da maioria dos contratos que caducavam em 2027 (Gonçalo Inácio, Pedro Gonçalves, Diomande e Trincão estenderam por três anos, apesar de só o primeiro ir continuar em Alvalade, pois Pote e o marfinense estão de partida e o atacante já rumou ao Al Ahli da Arábia Saudita), Eduardo Quaresma esteve em plano ascendente. Usado com frequência a partir de abril, o central foi alvo de rasgados elogios de Rui Borges, que o vislumbrou como futuro internacional A por conta de sua atitude e desempenho esportivo.
Se cumprir o novo contrato até o fim, serão 20 anos de ligação ao emblema de Alvalade, pelo qual já conquistou três títulos de campeão nacional, uma Taça da Liga e uma Taça de Portugal.
«Ganhar títulos no Sporting não é cansativo, é um dos melhores sentimentos do mundo. Marcar a história em um clube tão grande como esse é motivo de orgulho e busco, todos os anos, ganhar todos os títulos», assegurou o leão.
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