Foi, justamente, de uma falta dentro de área do referido goleiro em Gabriel Silva que, na partida de ontem, veio o primeiro tento dos minhotos, convertido com perfeição por Ricardo Horta: Zoran Popovic para um lado e bola para outro, aos 26′. Um gol (refira-se) que veio bem a calhar para os arsenalistas se desinibirem, já que a entrada não se mostrou tão forte como se esperava…
A desenvoltura lá apareceu e, após uma saída ruim na construção dos forasteiros, os donos da casa voltaram a comemorar, aos 44′. João Moutinho recuperou a bola, tocou em Huseinbasic, que, por sua vez, serviu Gabriel Silva na entrada da área. De primeira, com o pé direito, o lateral colocou a bola no ângulo esquerdo do gol. Sem espinhas! Foi o momento mais bonito da tarde e marcou a estreia do ala ex-Santa Clara faturando pelo novo time. Ali estava o primeiro companheiro do capitão no caminho rumo à próxima fase, onde, ainda antes do jogo, os bracarenses souberam que já tinham o Dínamo de Minsk à espera.
No Popo(vic) de Horta, além de Gabriel Silva, ainda havia espaço para mais dois e foi, novamente, na carona de um pênalti cometido pelo arqueiro sérvio que os guerreiros fizeram o terceiro da noite. Pau Víctor, aos 63′, colocou a bola na rede, depois de, desta vez, Ricardo Horta ter falhado da marca dos onze metros e depois na recarga.
Há espaço para mais um? Que entre Fran Navarro! O atacante aproveitou defesa incompleta do goleiro, na sequência chute de Diogo Travassos, e fez o 4 a 0 final, aos 85 minutos.
O SC Braga «assumiu-se» – tal como Ricardo Horta (que fora o autor do golo solitário da vitória da primeira volta, após um penálti cometido por, adivinhe-se,… Popovic) tinha exigido na antevisão à partida – e está na fase seguinte, após uma exibição convincente.
Ainda sobre o jogo de ontem, se destacaram, na Pedreira, Gabriel Silva, Denis Huseinbasic e Bernardo Fontes, que estrearam na titularidade em jogos oficiais pela turma treinada por Carlos Vicens. Os dois primeiros encantaram a torcida. O outro nem trabalho teve.
O melhor em campo: Ricardo Horta
O capitão havia dito, antes do encontro, que o «time ia ter que se assumir». O atacante fez sua parte e, além de ter assumido (como de costume) o jogo, também assumiu as duas penalidades que o emblema da cidade dos Arcebispos dispôs – uma bem e outra… nem tanto. Mesmo tendo perdido um pênalti, Ricardo Horta merece essa distinção não só pelo que joga, mas, sobretudo, pelo que faz jogar. É a alma daquele conjunto.
Uma figura para Zeleznicar Pancevo: Davorin Tosic
É verdade que o jovem (19 anos) entrou apenas aos 66′, mas veio para dar um pouco de mais alegria ao ataque dos sérvios. Davorin Tosic foi o protagonista do único chute perigoso durante todo o duelo. O Zeleznicar Pancevo só conseguiu assustar aos 83 minutos, tendo valido, à equipe portuguesa, um corte de Vitor Carvalho para evitar o gol ou, no limite, uma defesa de Bernardo Fontes.
As notas dos jogadores do Zeleznicar Pancevo: Popović (4); Tegeltija (4), Milikic (4), Vidojeciv (4) e Djuricic (4); Sabo (4), Sekuralac (4) e Jevremovic (4); Pedro (5), Ankeye (4) e Jovanovic (5); Kuljanin (4), Sbai (4), Tosic (5), Wsiu (4) e Lhernaut (4)
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