— Eu tinha dito que o mais importante para nós era vencer o jogo e virar a eliminatória, sendo nossa estreia em termos oficiais no Estádio da Luz este ano. Foi minha estreia também, mas isso não é sobre mim ou ser meu primeiro jogo. Viemos de um resultado negativo que não gostamos, não nos sentimos bem no final do último jogo e tivemos que retificar isso. Ganhámos. É sempre positivo vencer em nossa casa, com nossa torcida. Fizeram a parte deles: ter o estádio como estava, com muito apoio empurrando o time para frente, é fundamental. Eles queriam que déssemos a volta à eliminatória e foi isso que conseguimos. Houve muito apoio deles e agradeço por isso.
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— Como eu disse no final do último jogo, tínhamos que melhorar em vários aspectos e fomos capazes de fazer isso. Entendemos melhor e fomos mais fortes na forma de superar a marcação homem a homem. O adversário não mudou absolutamente nada: veio para pressionar no campo todo com muito espaço nas costas. Tínhamos que encontrar soluções para bater essa pressão, conseguimos em muitos momentos e fomos pacientes para encontrá-las. Melhoramos muito e Pavlidis fez um grande jogo no apoio frontal. Não apenas pelos gols que fez — o que torna a atuação muito completa —, mas pelo que fez no momento de ligação. Sabíamos que tính tínhamos que usar essa solução diante da marcação individual aos nossos três volantes. Melhoramos na forma como ligamos o jogo e conseguimos chegar às áreas mais avançadas do campo para criar oportunidades. Defensivamente, a postura perto do nosso gol foi diferente. Por 80 minutos fomos muito competentes sem a bola, tirando um chute perigoso do adversário no primeiro tempo. Depois dos 80 minutos não fomos mais o time que temos que ser e seremos. Em superioridade no placar e em número de jogadores, não podemos permitir transições ao adversário. O rigor tem que ser o mesmo do começo ao fim. Não tomar gols era fundamental, tínhamos que fazer no mínimo dois e conseguimos. Fomos melhores, vencemos com justiça e retificamos as coisas da semana passada, mas foi apenas mais um jogo. Temos que nos preparar para o próximo porque há um caminho muito longo a percorrer.
— Sendo claro em relação ao António: eu fui dizendo para vocês qual era o meu sentimento desde o primeiro dia em que cheguei ao Benfica. É uma decisão que estava na cabeça dele. Entre a diretoria do Benfica e seus representantes aconteceram as conversas que tinham que acontecer pouco tempo depois de eu chegar. A decisão de o jogador possivelmente não ficar conosco já estava mais ou menos definida. A mim compete tirar o rendimento máximo dos jogadores enquanto estiverem no Benfica. Antônio foi profissional desde o primeiro dia em que comecei a trabalhar no clube. Independente do que pudesse estar acontecendo em relação ao futuro dele, ele nunca me pediu absolutamente nada fora do comum ou fugiu de suas obrigações como profissional. Garanto isso a vocês. Seja na pré-temporada ou nos dois jogos oficiais, ele sempre esteve totalmente presente. Por isso mesmo jogou hoje. Possivelmente o Benfica irá informá-los muito em breve, mas posso dizer que foi possivelmente o último jogo do António. Digo possivelmente porque há questões burocráticas entre clubes que não controlamos, mas sim, é provável que tenha sido o último jogo dele.
— Não foi só o Leandro. Estaríamos sendo injustos com Miguel se colocássemos Leandro como o único jogador chave para o que mudou. Miguel estava em um nível aceitável. Então não teve a ver só com o Leandro. Leandro nos trouxe coisas boas, vinha fazendo uma boa pré-temporada e sabemos a intensidade que ele coloca no jogo e sua capacidade de trabalho. Mas a mudança não se deveu apenas a essa alteração. O time entendeu muito melhor os momentos do jogo, como abrir espaços para a bola entrar nos homens de frente e fomos mais sólidos. A melhora de Pavlidis nesse apoio frontal foi uma das chaves do jogo. Leandro fez uma atuação positiva, assim como o time. É sempre importante ter todos os jogadores disponíveis e a ausência dele na semana passada, depois de ter feito quase a pré-temporada inteira jogando, tinha sido uma baixa para nós.
— Já perceberam que recebo as notícias um bocado lentamente, portanto vão ter de esperar um pouco mais. Não há grandes novidades aqui, muito menos em relação ao mercado de saídas ou entradas. Com a saída de um zagueiro, a estrutura do Benfica está fazendo o possível para que outro entre o mais rápido possível. Nos últimos 15 a 20 dias andamos praticamente só com o António e com o Lenglet, além de alguns jovens. Tomás Araújo já jogou 45 minutos na semana passada e agora a situação vai se inverter. Vamos continuar preparando o Tomás nos treinos. Quanto mais rápido um reforço chegar, melhor será para nós — não só pelo número de opções, mas porque um jogador precisa de tempo de adaptação. Não é só chegar e estar pronto. Alguns jogadores que entraram hoje vindos do banco tinham apenas quatro sessões de treino e essa dificuldade foi notada. Quem chega tem que conhecer o tamanho do Benfica e se adaptar à nossa ideia de jogo, e isso leva tempo. A diretoria está fazendo todo o possível para que os reforços cheguem o mais rápido possível.
— Temos alguns jogadores que são fundamentais para nós. O time e o clube estão sempre acima de tudo, mas tem peças que não queremos perder de jeito nenhum. Pavlidis é um jogador muito importante para mim. Não apenas pela capacidade de marcar gols, mas pelo trabalho sem a bola e por tudo o que ele dá ao time em nossa maneira de jogar. Ele é um jogador fundamental. No momento estou muito feliz por Pavlidis e nada preocupado.
— Ainda temos que melhorar muito. De um jogo para o outro tínhamos que evoluir em praticamente todos os aspectos. Esse foi nosso segundo jogo oficial, diante de um adversário com uma forma de jogar bem específica que nos obrigou a seguir caminhos que talvez não sigamos contra outros adversários. Já se viu algumas conexões que pretendemos, mas não quero ficar particularizando. Ganhamos o jogo, estamos na próxima rodada e estamos satisfeitos por isso, mas há muito o que melhorar. Estamos competindo em jogos decisivos enquanto fazemos a pré-temporada com uma nova equipe técnica. Isso leva tempo, mas enquanto isso temos que ir ganhando. Estar na fase de grupos é importantíssimo, mas temos que ir superando eliminatória por eliminatória. Fizemos o que nos competia e semana que vem tem mais.
— Espero que tenha um impacto positivo nos jogadores e transmita a confiança que nossos fãs precisam. É um sentimento bom da minha parte nesse primeiro jogo em casa, mas o mais importante foi a resposta do Benfica após um resultado negativo. A torcida apoiou o time do início ao fim e os jogadores sentiram isso. Espero que este resultado dê a confiança necessária. Jogar com o apoio da nossa torcida tem que ser a alma desse time. Eu já esperava esse ambiente. Mesmo depois do resultado negativo na Suíça, colocamos mais de 20 mil pessoas em um jogo de treino no dia seguinte, o que demonstra a grandeza desse clube. Agradeço o apoio e para a semana esperamos o mesmo ambiente no Estádio da Luz. Com eles seremos sempre mais fortes.
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