A posição dos estudantes surge em resposta ao anúncio do governo de que já começou a pagar os subsídios em atraso, após reunião realizada quinta-feira com os próprios estudantes.
Os internos de medicina afirmam que ainda não receberam um único cêntimo de fundos públicos, apesar da promessa feita pelo Ministério da Saúde. “Fomos informados de que os pagamentos já começaram, mas nenhum de nós ainda conseguiu confirmar o depósito dos fundos nas nossas contas”, afirmaram os médicos internos.
Numa carta, citada pelo jornal independente “Carta de Moçambique”, os internos afirmam que, durante a reunião com o Ministério da Saúde, foram confrontados com um alegado comprovativo de pagamento feito a um deles. “O documento serve apenas como exemplo, mas não constitui prova de que os fundos tenham sido efetivamente disponibilizados a todos”, lê-se na carta.
Explicações do Ministério da Saúde, diz o documento, apontam que “os pagamentos estão a ser processados por fases, correspondendo cada recibo a um mês de subsídio. No entanto, subsistem ainda incertezas quanto ao número total de meses que serão pagos nesta fase”.
Por isso, afirmaram os profissionais de saúde, sem confirmação de que o pagamento foi efetivamente efetuado, “permaneceremos em frente ao edifício do Ministério da Saúde até que os fundos sejam refletidos nas nossas contas bancárias”.
Segundo o grupo, afecto ao Hospital Central da Beira, todos os canais formais de diálogo foram esgotados, mas não há resultados visíveis e “isto significa que entraremos em greve por tempo indeterminado”.
Os internos denunciaram também a falta de material cirúrgico e médico e por isso decidiram deslocar-se a Maputo para exigir melhores condições.
No passado mês de julho, a União Nacional dos Estudantes (UNE) manifestou-se insatisfeita com um decreto governamental que visa reduzir os subsídios aos estudantes de medicina, argumentando que esta medida “coloca em risco a saúde pública nacional, porque os subsídios, em vigor há mais de 20 anos, permitiram minimizar os encargos financeiros dos estudantes durante o seu estágio, nomeadamente ao nível da alimentação, dos transportes e da aquisição de equipamentos de proteção individual, numa altura em que muitos hospitais enfrentam escassez de recursos básicos”.
(MIRAR)
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