Saúde

Condições de trabalho e greve na Saúde em Moçambique: O que está acontecendo?

A greve dos profissionais de saúde em Moçambique continua sem solução e ganha novos contornos. A classe mantém a paralisação e exige respostas concretas do Governo, sobretudo no fornecimento de medicamentos, melhoria das condições de trabalho e pagamento de valores em atraso.

Negociações sob pressão

Presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSU-SM), Anselmo Muchave

Em conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, na cidade de Maputo, o presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSU-SM), Anselmo Muchave, reconheceu avanços no diálogo. No entanto, alertou que “existe algo que não está bem”.

Além disso, criticou a abordagem adoptada pelas autoridades. Segundo disse, “visitar as unidades sanitárias não cura paciente”. Para o dirigente, a solução passa por acções concretas, como garantir a entrada nos hospitais “com guias de entregas de medicamentos”.

Reivindicações travam regresso ao trabalho

Por outro lado, a associação sustenta a greve com base em “dois pontos gigantes”. O primeiro é a melhoria das condições de trabalho. O segundo é a regularização de pendências financeiras.

Neste contexto, os profissionais exigem pagamento de subsídios, actualizações de carreira e liquidação de “horas extras que nunca são pagas”. Ao mesmo tempo, alertam que a situação afecta directamente a qualidade dos serviços prestados aos utentes.

Além disso, defendem o “enquadramento definitivo” dos técnicos e o cumprimento dos direitos previstos na Constituição da República.

Condições mínimas exigidas

Entretanto, o regresso ao trabalho depende de garantias concretas. A APSU-SM exige “material médico cirúrgico, medicamentos nos hospitais, subsídios de exclusividade”.

Por outro lado, os profissionais pedem o fim das limitações na formação contínua. Também reclamam “alimentação nas unidades sanitárias e reenquadramentos condignos”.

Serviços mínimos mantidos

Apesar da paralisação, a associação assegura serviços mínimos. O objectivo, segundo a organização, é “reduzir o impacto imediato sobre a população”.

Assim, o impasse mantém-se. Enquanto isso, cresce a pressão para um entendimento entre o Governo e os profissionais de saúde, num sector considerado essencial.

Fonte original: Televisão de Moçambique (TVM)

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