Maputo, 14 Abr (AIM) – Um grupo de internos de medicina da Universidade UNIZAMBEZE, no centro da cidade da Beira, manifestou-se segunda-feira em frente ao edifício do Ministério da Saúde, em Maputo, exigindo o pagamento dos seus subsídios que dizem não receber nos últimos 10 meses.
Segundo o grupo, afecto ao Hospital Central da Beira, todos os canais formais de diálogo foram esgotados, mas não há resultados visíveis. Os estagiários ameaçam agora entrar em greve por tempo indeterminado.
Os internos, lotados no Hospital Central da Beira, denunciaram a falta de material cirúrgico e médico e por isso decidiram deslocar-se a Maputo para exigir melhores condições.
“Há dez meses que estamos a fazer estágio no Hospital Central da Beira, mas o facto é que nesses dez meses não recebemos nem um mês. Temos dez meses de subsídio”, disse um dos grevistas.
Os estagiários explicaram que procuraram respostas do governo provincial, sem sucesso. No entanto, afirmam ter sido informados sobre a disponibilidade de 68 milhões de meticais (1,1 milhões de dólares, ao câmbio actual) desembolsados pelo Ministério da Saúde.
“No entanto, desde Dezembro, não foi pago um único subsídio médico a um único estudante da Unizambeze. Mas os estudantes da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, receberam os seus subsídios. Queremos perceber o que está a acontecer”, afirmaram as fontes.
Segundo os estudantes, a greve evoluiu para uma vigília permanente, “portanto permaneceremos aqui até que haja uma resposta concreta do governo, pois os canais de diálogo se esgotaram sem resultados práticos”.
No passado mês de julho, a União Nacional dos Estudantes (UNE) manifestou-se insatisfeita com um decreto governamental que visa reduzir os subsídios aos estudantes de medicina, argumentando que esta medida “coloca em risco a saúde pública nacional, porque os subsídios, em vigor há mais de 20 anos, permitiram minimizar os encargos financeiros dos estudantes durante o seu estágio, nomeadamente ao nível da alimentação, dos transportes e da aquisição de equipamentos de proteção individual, numa altura em que muitos hospitais enfrentam escassez de recursos básicos”.
A UNE apelou ao governo para reconsiderar a sua decisão de cortar subsídios para estudantes de medicina.
(MIRAR)
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