A barragem de Massingir, localizada no rio Elefantes, na província de Gaza, tem uma capacidade instalada de 25 megawatts.
Segundo Ivan Cuna, director da Divisão de Gestão da Bacia do Limpopo da Direcção Regional de Águas do Sul (ARA-Sul), em declarações aos jornalistas, os actos de vandalismo visaram cabos eléctricos de cobre, transformadores e equipamentos ligados ao vertedouro principal da barragem.
Explicou que os danos obrigaram ao uso temporário de geradores para manter o funcionamento mínimo “porque os cabos foram vandalizados. Também vandalizaram o nosso transformador secundário, que aumenta o fluxo para o vertedouro principal”.
Segundo o diretor, os danos afetaram componentes do quadro elétrico da infraestrutura.
Por seu lado, Sérgio Costa, distrito de Massingir, apelou a uma atualização urgente das medidas de proteção e segurança para evitar novos casos de vandalismo.
“A barragem de Massingir não pode ser um local onde qualquer indivíduo vai passear ou pescar na albufeira, este dos maiores activos de infra-estruturas hidroeléctricas de Moçambique, desempenhando um papel estratégico no abastecimento de água, na irrigação agrícola e no controlo de cheias em toda a região sul do país”, disse.
“A instalação necessita de dispositivos de segurança que correspondam à escala e importância da barragem. É fundamental encontrar novas formas de salvaguardar a integridade da barragem, que continua estratégica para o país”, acrescentou.
Sou/
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