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As soluções de segurança por si só não terminarão…

Maputo, 3 Jun (AIM) – Helen Lewis, Alta Comissária britânica em Moçambique, acredita que as soluções de segurança por si só não acabarão com o conflito causado pelo terrorismo islâmico na província nortenha de Cabo Delgado.

Desde 2017, têm ocorrido ataques extremistas violentos em Cabo Delgado, onde pelo menos 6.200 pessoas foram mortas e mais de um milhão de deslocadas. De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), desde que o conflito eclodiu, mais de 1,3 milhões de pessoas em Moçambique foram deslocadas.

Segundo Lewis, citada em comunicado, durante a sua visita de trabalho a Pemba, capital de Cabo Delgado, uma resposta abrangente e integrada, liderada pelo governo moçambicano, é essencial para abordar as causas profundas do conflito e alcançar uma paz duradoura.

“Reconhecemos que a mudança sustentável exige ir além da assistência humanitária e investir numa governação responsável, no investimento e no envolvimento activo do sector privado. Queremos ver Cabo Delgado tornar-se um lugar onde o investimento flui, onde as empresas operam de forma responsável e onde as comunidades beneficiam do crescimento”, disse ela.

“É por isso que estamos a trabalhar diretamente com o setor privado, inclusive através dos Princípios Voluntários sobre Segurança e Direitos Humanos”, acrescentou.

A situação humanitária em Cabo Delgado continua grave, com mais de dois milhões de pessoas afectadas pelo conflito e com necessidade urgente de assistência. Embora cerca de 500 mil pessoas tenham regressado às suas zonas de origem em 2024, muitas continuam dependentes de apoio humanitário devido à destruição generalizada de casas, terras e serviços essenciais.

O Reino Unido tem sido um parceiro humanitário consistente no norte de Moçambique, prestando Assistência Oficial ao Desenvolvimento principalmente através da ONU e de ONG locais e internacionais.

Desde 2022, o Reino Unido investiu mais de 20 milhões de libras (26,9 milhões de dólares americanos à taxa de câmbio atual) no apoio às pessoas afetadas pelo conflito, “alcançando mais de 150.000 pessoas todos os anos com acesso a alimentos, água, abrigo, cuidados de saúde básicos e proteção legal”.

Em Agosto passado, uma dotação de quatro milhões de dólares do Fundo Central de Resposta a Emergências das Nações Unidas “prestou assistência urgente em alimentação, abrigo, protecção e serviços de água, saneamento e higiene (WASH) aos mais necessitados”.

Sou/

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