Segundo fonte dos Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Acção Social, nos últimos dois anos, o distrito de Manica registou cerca de 700 crianças envolvidas na mineração ilegal.
As autoridades conseguiram resgatar e reintegrar mais de 500 crianças nas escolas e “atualmente, 177 crianças continuam a praticar a mineração ilegal, muitas vezes atraídas por amigos e sem o conhecimento dos seus tutores. Entre elas estão meninas”.
A região dos “Seis Carros”, por exemplo, tornou-se num dos maiores centros de atracção dos garimpeiros de ouro em Manica. Estima-se que mais de dez mil pessoas, entre moçambicanos e estrangeiros, procurem ouro ali, apesar dos riscos.
Além da mineração, desenvolvem-se no local diversas atividades comerciais, maioritariamente conduzidas por jovens, criando uma economia paralela que tem vindo a crescer fora do controlo das autoridades.
Segundo o Departamento de Estudos e Legislação da Direcção Nacional do Trabalho, cerca de 2,4 milhões de menores moçambicanos já estiveram envolvidos em trabalho infantil desde a aprovação da lista de trabalhos perigosos em 2027, o que significa que o país deve reforçar a protecção das crianças contra actividades perigosas.
O Inquérito aos Orçamentos Familiares (IOF) aponta que o trabalho infantil em Moçambique diminuiu de cerca de 20 por cento para 16 por cento “no entanto, as crianças ainda estão envolvidas em trabalhos perigosos, principalmente nas áreas da agricultura, comércio informal, trabalho doméstico, transporte de carga pesada, pesca e mineração”.
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