O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu, este sábado, 7 de Novembro, em Vilankulo, província de Inhambane, o desenvolvimento do golfe como uma indústria capaz de diversificar a economia nacional, atrair investimentos, gerar empregos e aumentar a participação dos moçambicanos nas cadeias de valor do turismo.
O Chefe do Estado falava durante a cerimónia de encerramento da primeira edição do Golf Summit 2026, onde destacou que o potencial económico desta modalidade vai além da actividade desportiva, podendo dinamizar sectores como hotelaria, transportes, construção, restauração, serviços financeiros, tecnologias e formação profissional.
“É esta capacidade de mobilizar diferentes sectores que irá contribuir para diversificar a nossa economia”, afirmou Chapo, acrescentando que a intenção do Governo não se limita à construção de campos de golfe, mas passa pelo desenvolvimento de uma actividade económica competitiva, capaz de gerar receitas, formar profissionais e criar oportunidades de emprego.
Zona Especial para o Turismo de Golfe
Para concretizar esta estratégia, o Presidente apontou a criação da Zona Especial para o Turismo de Golfe da Província de Inhambane como um instrumento destinado a mobilizar investimentos e transformar o potencial do sector em projectos economicamente viáveis.
Chapo convidou investidores nacionais e estrangeiros a estabelecerem parcerias com empresas moçambicanas e a desenvolverem empreendimentos sustentáveis. Defendeu igualmente a criação de um ambiente de negócios favorável, com procedimentos simplificados e maior previsibilidade para os investidores.
Neste contexto, atribuiu à Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico (ANDITUR) um papel central na dinamização do turismo e da hotelaria, incluindo a prestação de serviços de Balcão Único de Investimento no Turismo.
O Chefe do Estado apelou ainda à articulação entre a ANDITUR, a Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Indústria de Golfe (AMOGOLFE) e os investidores.
Inclusão de jovens e formação profissional
O Presidente da República defendeu que o desenvolvimento da indústria do golfe deve garantir a formação e integração de profissionais moçambicanos em todas as etapas da cadeia económica, desde a construção e manutenção dos empreendimentos até à gestão e prestação de serviços.
“O golfe não deve ser uma actividade reservada a poucos, mas uma modalidade que promova a inclusão, a disciplina e a realização dos sonhos da nossa juventude”, sublinhou.
A posição apresentada pelo Chefe do Estado inclui a participação dos jovens e das mulheres nas oportunidades económicas que poderão resultar do crescimento do turismo associado ao golfe.
Moçambique defende cooperação africana
No plano regional, Daniel Chapo defendeu o reforço da cooperação entre países africanos, através da criação de circuitos de golfe, organização de competições internacionais, formação de talentos e promoção conjunta dos destinos turísticos.
Na sua intervenção, considerou que África deve assumir um papel activo na organização, gestão e desenvolvimento desta indústria.
Segunda edição do Golf Summit prevista para 2027
Durante a cerimónia de encerramento, o Presidente da República saudou a assinatura de contratos e memorandos de entendimento entre a AMOGOLFE e os seus parceiros.
Daniel Chapo anunciou igualmente a realização da segunda edição do Golf Summit em 2027, com o objectivo de avaliar os resultados das parcerias e dos compromissos estabelecidos durante a primeira edição do evento.
A iniciativa enquadra-se na estratégia apresentada pelo Governo para associar o desenvolvimento do golfe ao investimento, ao turismo, à criação de emprego e à diversificação da economia moçambicana.

