Economia

Após apelo governamental à valorização local dos recursos minerais, marca de joalharia Mariaruby oficializa entrada no mercado moçambicano

Lançamento em Maputo alinha-se às reformas defendidas pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia para estancar a perda de receitas decorrente da exportação em bruto.

Lançamento em Maputo alinha-se às reformas defendidas pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia para estancar a perda de receitas decorrente da exportação em bruto.

Numa resposta prática aos desafios de desenvolvimento económico e agregação de valor às matérias-primas nacionais, a marca de joalharia Mariaruby oficializou a sua entrada no mercado moçambicano num evento exclusivo realizado no Hotel Radisson (Torres Rani), em Maputo.

A iniciativa surge na sequência do posicionamento assumido na última semana em Nacala pelo Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Esteves Pale, durante a 8.ª edição da Feira Anual de Gemas e Metais Preciosos.

Na ocasião, o governante reiterou a urgência de reformas estruturais no sector extractivo para travar a evasão de divisas provocada pela exportação de minerais em bruto e garantir que o valor acrescentado da lapidação, certificação e joalharia permaneça no território nacional.

Com uma trajectória consolidada no mercado internacional e presença em publicações de referência como a revista Forbes, a Mariaruby materializa precisamente esta visão de soberania económica e retenção de valor. A empresa posiciona-se no cruzamento entre a riqueza geológica moçambicana e o luxo ético, promovendo a transformação e certificação internacional de pedras preciosas e metais nobres.

A visão por trás da Mariaruby é liderada por Cheila Gomes, Fundadora e Directora Criativa. Com mais de 17 anos de experiência em Gestão e Marketing e uma trajectória de doze anos no sector extractivo, incluindo 8 anos em Moçambique, onde esteve à frente das Relações Públicas da maior mina de rubis do mundo, a empresária aplicou o conhecimento do sector para edificar uma marca que une sustentabilidade, ética e identidade cultural africana.

“Adicionar valor aos nossos recursos minerais não é apenas uma meta macroeconómica, é uma questão de soberania e de dignidade económica nacional. Durante anos vi o valor das nossas pedras preciosas ser capturado fora das nossas fronteiras. A Mariaruby nasce para provar que é possível fixar este conhecimento em Moçambique, criar empregos qualificados para os nossos jovens e devolver ao país, em forma de arte e produto acabado, a riqueza da nossa terra”, afirmou Cheila Gomes durante a sua intervenção.

Além de comercializar joias exclusivas com gemas naturais moçambicanas e globais, o projecto empresarial engloba uma dimensão de impacto social e educacional. Entre as iniciativas em curso destaca-se o programa de formação em lapidação artesanal, desenvolvido em parceria com instituições académicas internacionais, como a Universidade de Aveiro em Portugal, com vista a capacitar jovens moçambicanos e reativar qualificações em vias de extinção.

O evento de lançamento no Hotel Radisson reuniu decisores políticos, diplomatas, empresários e individualidades de relevo da sociedade moçambicana. O programa incluiu a apresentação das coleções de joalharia da marca, demonstrações do processo ético de rastreabilidade das gemas e momentos de debate sobre o futuro da indústria de transformação mineral no país.

SOBRE A MARIARUBY

A Mariaruby é uma marca de joalharia de matriz luso-moçambicana focada na criação de peças exclusivas em metais nobres e pedras preciosas naturais com certificação de origem. Fundada em 2022 por Cheila Gomes, a marca combina o rigor da joalharia internacional com narrativas inspiradas na cultura, na natureza e na força feminina africana.

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