«Treinadores-presidentes havia muito poucos… Beckenbauer e eu. Depois tem jogadores-presidentes, como Rui Costa e Beckenbauer também. Um treinador-presidente tem a capacidade de criar uma linha direta e única com seu treinador, que era algo que não existia no FC Porto 2024/25, que entregou, de certa forma, as chaves de sua direção esportiva a mais uma pessoa [Andoni Zubizarreta]. Havia três pessoas no caminho de uma linha de decisão no aspecto esportivo», disse o líder dos azuis e brancos.
«O FC Porto 2025/26 decidiu eliminar a figura da direção esportiva. Agora, há uma relação direta treinador-presidente e uma linha muito mais fluida. As decisões são tomadas por essas duas pessoas em concordância, é claro, com a gestão executiva de futebol e a comissão executiva, bem com a parte jurídica e financeira. O fato de eu ter sido treinador permite uma linha direta e dá uma vantagem competitiva que, provavelmente, os outros não têm», acrescentou, antes de deixar elogios ao espanhol, com quem já havia trabalhado no Marselha.
«Portanto, nós eliminámos, no fundo, essa pessoa no meio. Retratando a época 2024/25, essa pessoa foi o Andoni Zubizarreta, uma pessoa que nos deixou muitas marcas emocionais profundas e humanas de exceção, com a qual eu trabalhei no Marselha em perfeita sintonia. Mas, no FC Porto 2025/26, optámos por seguir outro caminho, sendo que reconhecemos toda a sua capacidade, isso não está em causa. Apenas decidimos tomar uma decisão diferente na organização», rematou Villas-Boas.
Entrevista completa com Villas-Boas no YouTube
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