O extremo brasileiro, de 24 anos, que chegou neste defeso aos guerreiros do Minho, proveniente do Santa Clara — a SAD presidida por António Salvador pagou €3,5 M pelo passe do jogador, que assinou um contrato válido para as próximas cinco temporadas (ficou protegido por uma cláusula de €40 M e o emblema açoriano salvaguardou 20 por cento de mais-valias de uma potencial futura transferência —, até foi titular frente ao Celta de Vigo (2-2), no jogo de apresentação dos bracarenses aos seus sócios e torcedores, no dia 18 deste mês, mas depois acabou não constando nas opções iniciais de Carlos Vicens para o primeiro encontro oficial da nova temporada, tendo começado o desafio na Sérvia no banco de reservas.
No entanto, em tempo de intervalo, e depois de um primeiro tempo que esteve longe de ser no nível que o SC Braga pode apresentar, o treinador espanhol decidiu mexer imediatamente na equipe e o primeiro jogador a ser chamado foi… Gabriel Silva.
O novo dono da camisa 11 dos arsenalistas entrou no lugar de Gabri Martínez (que realizou uns 45 minutos iniciais muito abaixo do que já mostrou ser capaz) e foi ocupar, justamente, a mesma posição do espanhol: fazendo a ala esquerda, naquela linha de cinco na intermediária que, no referido duelo europeu, comportou ainda Víctor Gómez (à direita) e Gorby, João Moutinho e Diego Rodrigues no corredor central, este último mais no apoio à dupla de atacantes, que era formada por Pau Víctor e Ricardo Horta.
Ainda que exercendo uma função um tanto diferente da que estava acostumado no Santa Clara, a verdade é que Gabriel Silva respondeu afirmativamente ao que lhe foi pedido pela comissão técnica e demonstrou ser mais uma (boa) solução para ocupar o corredor esquerdo.
PLANTEL RICO E POLIVALENTE
E se tem uma coisa que Carlos Vicens não pode, efetivamente, reclamar é da falta de soluções para as diversas posições do terreno. Independentemente de apresentar o time em 3x4x3 ou 3x5x2, o treinador, que parte para a segunda temporada no comando dos minhotos, possui um conjunto de opções de relevo para escolher aquela que entender ser a melhor estratégia para cada jogo, então não será de se estranhar que a recepção ao Zeleznicar Pancevo possa contar com outras novidades no onze.
Gustaf Lagerbielke, que chegou mais tarde aos trabalhos da equipe por ter estado a serviço da Suécia no Mundial, também têm legítimas aspirações em jogar de início na quinta-feira, não sendo ainda de descurar que nomes como os de Diogo Travassos, Demir Tiknaz ou Fran Navarro possam também merecer uma oportunidade.
Certo é que, jogue quem jogar, o SC Braga só tem um objetivo em mente: (voltar a) vencer o Zeleznicar Pancevo e carimbar o passaporte para a terceira pré-eliminatória desta edição da Liga Conferência.
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