No topo de história grande emerge a lenda suprema (crónica)

No topo de história grande emerge a lenda suprema (crónica)


Quem conta um ponto, acrescenta um ponto. Sempre se ouviu dizer, em bom português. Mas, nesse caso, o dito popular pode sofrer uma leve alteração: quem escreve uma história, pode ser uma lenda suprema.

Falamos, é claro, do passado de grande porte do SC Braga, clube centenário (fundado em 19 de janeiro de 1921) que se posicionou, por direito próprio, entre os maiores do futebol português e que nas últimas décadas tem conquistado alguns títulos de relevo (três Taças de Portugal, três Taças da Liga, uma Taça Intertoto, por exemplo) e tem ficado à porta de outros (Liga, Supertaça e Liga Europa — prova em que já foi finalista, tendo saído derrotado (0-1) diante do FC Porto, na temporada 2010/2011), cenário que só não repetiu na temporada passada porque ficou nas semifinais, tendo caído aos pés dos alemães do Friburgo (2-1 e 1-3).
Serve essa introdução para dar conta das expectativas com que os arsenalistas partem para mais uma presença nas competições europeias, desta vez na Liga Conferência. «Temos aspirações em ir o mais longe possível», afirmara, na véspera, António Salvador, presidente da SAD, aquando da partida da comitiva bracarense para a Sérvia.

Ora, nada melhor do que… começar a ganhar. E se o SC Braga ganha jogos, sempre há uma grande (para não dizer enorme) probabilidade de Ricardo Horta faturar.
Foi, precisamente, o que aconteceu. O eterno capitão (que detém o estatuto de atleta com mais jogos e golos com este símbolo ao peito), não tremeu, aos 67 minutos, e selou, de penálti — falta tão clara quanto desnecessária de Zoran Popovic sobre Víctor Gómez —, a primeira vitória do SC Braga na nova época.

Carlos Vicens optou por lançar apenas um reforço (Sergio Barcia) no onze — no decorrer do encontro entraram ainda mais duas caras novas, casos de Gabriel Silva e Denis Huseinbasic — e a estrutura dos minhotos seguiu a base da campanha anterior. A atuação não foi de encher os olhos (longe disso!), mas foi o suficiente para o triunfo e para a vantagem na eliminatória. Mesmo que para isso tenha sido preciso recorrer a uma (já habitual) intervenção de alto nível de Lukas Hornicek, que aos 85 minutos negou o gol a Aleksa Kuljanin.
A qualificação está no bolso e será, com grande dose de certeza, selada na Pedreira, para a semana.

No topo da história (que se deseja grande) emerge a lenda suprema. Certo, Ricardo Horta?


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