Que indicações os 90 minutos deram para o futuro de ambas as equipes? Gil está bem e se recomenda; o FC Porto não foi bem, mas não deixa de se recomendar. Estamos em pré-temporada e esses jogos servem para isso mesmo: testar, treinar; treinar, testar. Até porque nada menos que 43 (!) jogadores foram utilizados pelos dois treinadores: 23 no Gil Vicente e 20 no FC Porto.
Mesmo sem Cláudio Ramos, Bednarek, Kiwior, Zaidu, Rosario, Gabri Veiga, André Silva e Pepê (que jogaram pela manhã contra o Penafiel), além de Alberto Costa e Pietuszewski (lesionados), os dragões começaram andando bem por cima do jogo.
Logo cedo (6′), houve um gol anulado de Froholdt (William cruzou com a bola fora do retângulo de jogo) e, pouco depois (12′), o chute mais vistoso do primeiro tempo saiu do pé direito de Borja Sainz, de fora da área, obrigando Lucão a uma defesa apertada pela linha de fundo.
O FC Porto seguiu em cima até pouco depois da meia hora, mas já sem criar o perigo das duas jogadas anteriores. Perto do intervalo, aos 40′, o Gil Vicente apareceu, por fim, ao lado de João Costa. Após escanteio marcado por Lausen, a bola esbarrou em Nehuén Pérez e saiu pela linha de fundo, dando a sensação de ter sido gol. Pouco depois, os gilistas chegaram a comemorar, mas o lance foi anulado por falta no goleiro do Porto.
Houve momentos, até o intervalo, em que o Gil Vicente defendeu com 11 homens atrás da linha da bola e a não mais que 35 metros do gol de Lucão. Defender bem faz parte do jogo e os galos de Luís Pinto quase sempre o fizeram com distinção. Mas depois, a partir dos 30/35 minutos, o Gil passou a conseguir se estender e, embora sem criar grande perigo, teve algum domínio na parte final do primeiro tempo.
No intervalo, Luís Pinto mexeu muito (seis trocas); Francesco Farioli não mexeu nada. O segundo tempo começou bem empolgante. Logo aos 13 segundos (!), William teve uma falha imperdoável: era só encostar de pé esquerdo contra Picornell, mas o brasileiro acertou mal a bola e o perigo se esvaiu. Pouco depois, Weverson abriu na esquerda para Gil Martins, com o jovem meia (formado no FC Porto) chutando levemente para fora.
O FC Porto foi perdendo fulgor e a bola passou a andar muito mais perto de João Costa, fruto de algum adormecimento — talvez pela pouca frescura física própria da intensidade das pré-temporadas. Os dragões quase pararam de rondar a baliza gilista, enquanto os homens de Barcelos apareciam mais ousados após as mexidas de Luís Pinto.
O treinador do Gil Vicente voltou a mexer a meio da segunda parte e a tendência acentuou-se: mais galos, menos dragões. Zé Carlos, Kaba, Martín Fernández e, de novo, Gil Martins andaram perto do golo, mas foi Tchaptchet, após cruzamento de Martín Fernández, a fazer o único golo do jogo. E, convenhamos, bem merecido para o Gil Vicente.
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