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UMA PÁGINA HISTÓRICA NO BANCO DE MOÇAMBIQUE: BENEDITA GUIMINO ASSUME A VICE-GOVERNADORIA SOB O SIGNO DA ECONOMIA REAL

UMA PÁGINA HISTÓRICA NO BANCO DE MOÇAMBIQUE: BENEDITA GUIMINO ASSUME A VICE-GOVERNADORIA SOB O SIGNO DA ECONOMIA REAL

UMA PÁGINA HISTÓRICA NO BANCO DE MOÇAMBIQUE: BENEDITA GUIMINO ASSUME A VICE-GOVERNADORIA SOB O SIGNO DA ECONOMIA REAL

Num acto de transcendental importância para o destino financeiro da nossa Pátria, o Palácio Presidencial, na nossa mui ilustre capital, foi palco da solene tomada de posse da nova Vice-Governadora do Banco de Moçambique, Dr.ª Benedita Maria Guimino.

Coube ao Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, presidir à augusta cerimónia, na qual não poupou exigências à empossada, exortando-a a encabeçar um vigoroso esforço em prol da integridade do nosso sistema bancário e da sua capacidade de financiamento.

O Chefe do Estado, dirigindo-se à ilustre economista — cujo percurso profissional de mais de duas décadas nos corredores daquela instituição bancária constitui indesmentível penhor de competência —, sublinhou o carácter inédito e extraordinário desta nomeação. Com efeito, trata-se de um acontecimento histórico sem precedentes, pois, desde a fundação do Banco Central, no glorioso ano de 1975, jamais uma mulher havia ascendido a tão alta magistratura financeira.

Na óptica do estadista, esta escolha deve servir de farol e inspiração para as jovens e meninas de Moçambique, demonstrando que «com educação, preparação, trabalho, disciplina, responsabilidade, competência, integridade e mérito podem aspirar aos mais elevados níveis de responsabilidade na construção do nosso País».

No seu alto magistério de influência, o Presidente Chapo traçou, com rigor técnico, as directrizes imediatas que devem guiar a acção do Banco de Moçambique. Entre a imperiosa necessidade de salvaguardar a estabilidade macroeconómica e cambial, bem como a intransigente defesa do Metical, a nossa orgulhosa moeda nacional, sobressaiu o apelo à proximidade com a vida quotidiana dos cidadãos.

Numa passagem de rara eloquência e profunda sensibilidade social, o Chefe do Estado exclamou: «E, acima de tudo, nunca perder de vista a economia que existe por detrás dos números, o Moçambique real que as nossas instituições são chamadas a servir e a economia real».

A tónica do discurso presidencial assentou também na coesão colectiva e no espírito de corpo dentro dos órgãos sociais do Banco Central, rejeitando quaisquer tentações de individualismo estéril. Com rara argúcia, Daniel Chapo asseverou aos presentes: «Não estamos à procura de estrelas, mas de uma equipa estrela».

O estadista recomendou expressamente que as decisões de política monetária andem de mãos dadas com a realidade das famílias, dos trabalhadores e das empresas nacionais.

No que tange aos perigos que espreitam a solidez das nossas instituições financeiras, o Presidente moçambicano apontou as baterias para o combate implacável e permanente à criminalidade de colarinho branco, com particular enfoque na prevenção do branqueamento de capitais. Advertindo solenemente sobre a gravidade da conjuntura, asseverou que «este é um domínio em que não podemos baixar a guarda».

A terminar o seu imponente discurso, numa exortação que ecoará certamente pelas salas de reuniões do Banco de Moçambique, o Presidente da República recordou à nova Vice-Governadora a suprema responsabilidade inerente ao cargo, asseverando que «por detrás dos indicadores macroeconómicos, das taxas de juro, das reservas internacionais e das decisões de política monetária estão famílias e o povo moçambicano, trabalhadores, empresas e as aspirações de milhões de moçambicanos».

Este foi um momento singular em que a alta finança se curvou perante a realidade do povo, selando-se o compromisso de um Moçambique mais próspero, coeso e soberano.

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