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Chapo apela à população para se juntar à liberdade civil…

Maputo, 21 Mai (AIM) – O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, apelou quarta-feira aos residentes sem documentação pessoal do distrito de Micanhelas, província do Niassa, norte do país, para que aproveitem a campanha de registo civil gratuito em curso em todo o país, levada a cabo por brigadas móveis.

O projecto, que prevê abranger 7 milhões de pessoas, foi lançado em Março passado e decorre até Dezembro. Está a ser realizado por 500 brigadas móveis, que se deslocam às comunidades para efectuarem registos de nascimento e emissão de documentos de identificação.

Segundo Chapo, falando durante um comício público realizado na aldeia de Nsaca, distrito de Micanhelas, no âmbito da sua visita de trabalho de três dias ao Niassa, “quem ainda não tem certidão de nascimento ou outro documento deve aproveitar esta campanha, porque o serviço está a ser prestado gratuitamente”.

Chapo acrescentou que a medida visa responder ao “crítico défice de registo de nascimento e ao elevado número de cidadãos sem identificação legal no país”.

Na ocasião, o Presidente entregou duas ambulâncias e anunciou a construção do novo hospital distrital ainda este ano, “no âmbito de investimentos públicos que visam reforçar os serviços sociais, melhorar a mobilidade e impulsionar o desenvolvimento local”.

“Enquanto o hospital não for construído, estas ambulâncias vão ajudar muito no transporte de pacientes dos postos administrativos para a aldeia e daí para o distrito de Cuamba. Lançamos também concursos públicos para a construção da estrada Cuamba-Mecanhelas. Este ano vamos iniciar as obras”, disse.

O Presidente explicou que as ambulâncias entregues irão reduzir os problemas que as comunidades têm enfrentado no transporte de pacientes, especialmente mulheres grávidas e pacientes gravemente enfermos, de postos administrativos e locais remotos.

Ele também incentivou o aumento da produção agrícola, dizendo que “culturas como arroz, soja, gergelim, feijão, castanha de caju e macadâmia são fundamentais para combater a pobreza e gerar renda familiar”.

“A riqueza está no campo. Produzimos mais para combater a pobreza e enfrentar o aumento do custo de vida”, afirmou.

NL/Am/

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