As Forças Ruandesas foram destacadas para o norte de Moçambique em 2021, a pedido do governo moçambicano, para apoiar a luta contra os terroristas que operam na região.
De acordo com Nduhungirehe, numa publicação no X (antigo Twitter), a UE, que financiou parcialmente a missão de contra-insurgência, tornou-se relutante em fornecer financiamento.
“Este ano, o Ruanda decidiu lidar exclusivamente com o governo de Moçambique, que, por sua vez, garantiu e continuará a garantir o financiamento necessário para as forças de segurança ruandesas em Cabo Delgado”, escreveu no X.
O ministro, no entanto, não mencionou quanto foi garantido e o governo moçambicano não se pronunciou sobre o assunto.
As autoridades ruandesas anunciaram em Março passado que retirariam as suas tropas “se os fundos internacionais não fossem garantidos para sustentar a missão de contra-insurgência”.
O Ruanda recebeu até agora cerca de 20 milhões de euros (23 milhões de dólares americanos à taxa de câmbio actual) em apoio da UE à missão de contra-insurgência em Moçambique, que as autoridades ruandesas afirmam ser “uma fracção do custo suportado por Kigali e o esforço custou ao Ruanda pelo menos 10 vezes esse montante”.
A insurgência em Cabo Delgado, que eclodiu em 2017, paralisou a construção do projecto de gás natural liquefeito (GNL), liderado pela empresa francesa TotalEnergies. Mas o trabalho das forças de defesa e segurança moçambicanas e dos seus aliados ruandeses, particularmente nos principais distritos de Palma e Mocímboa da Praia, permitiu à TotalEnergies levantar o estado de força maior que tinha declarado em 2021.
Em Janeiro deste ano, a empresa francesa de energia e o governo moçambicano concordaram em retomar a construção do projecto.
Sou/
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