Categories: Hora Certa News

A industrialização é a chave para conter o contrabando de madeira – aimnews.org

Maputo, 24 Abr (AIM) – A Federação Moçambicana dos Operadores Florestais (FEDEMOMA) considera que a industrialização do sector é crucial para travar a exportação de matéria-prima e o contrabando de madeira.

Segundo o presidente da FEDEMOMA, Jorge Chacate, que falava quinta-feira, em Maputo, no lançamento do Plano Estratégico da federação para o período 2026-2035, a fiscalização e transparência no sector exigem a reorganização das associações nas províncias do sul de Manica e Sofala, e nas províncias do norte de Niassa e Cabo Delgado.

Acrescentou que está em curso o registo de novas associações florestais para “promover a transformação industrial da madeira e garantir a exploração sustentável dos recursos florestais”.

Chacate explicou que o Plano Estratégico da organização é o resultado da cooperação com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), no âmbito do projecto de revitalização das associações florestais e formação dos operadores em legislação, segurança e saúde ocupacional.

“Este documento é o culminar de uma parceria estratégica com a OIT, no âmbito da revitalização das associações florestais em Moçambique, capacitação em legislação florestal, saúde e segurança ocupacional e conduta empresarial responsável”, disse.

Explicou ainda que o plano prevê a criação de três centros de formação tecnológica no país, destinados a formar operadores e promover a transformação industrial da madeira.

“O objectivo é dotar os operadores de conhecimentos técnicos para a produção de móveis, portas, janelas e outros produtos de elevado valor acrescentado. Queremos quebrar o ciclo de exportação de matérias-primas e garantir que a madeira moçambicana seja transformada e consumida a nível nacional”, afirmou.

Por sua vez, Imede Falume, Director de Florestas do país, disse que o sector enfrenta desafios como o abate ilegal, a desorganização entre os operadores e a redução do número de licenciados. “Há cinco anos tínhamos mais de 800 operadores registados e, atualmente, o número caiu para cerca de 400”, disse.

Segundo Falume, a introdução de um sistema digital de rastreamento de madeira permitirá rastrear a origem e o destino final do material florestal.

O representante da OIT em Moçambique, Antenor Pereira, disse que o plano contribuirá para a promoção de negócios sustentáveis ​​e de trabalho digno no sector. “O crescimento sustentável exige trabalho digno, respeito pelos direitos laborais e ambientes de trabalho seguros e saudáveis”, afirmou.
(MIRAR)
NL/Anúncio/pf (380)

Lusa

Recent Posts

A degradação dos edifícios representa riscos para a segurança – aimnews.org

Maputo, 24 Abr (AIM) – O Ministério das Obras Públicas de Moçambique manifestou preocupação com…

1 hora ago

Jovem empreendedor instala fábrica de processamento de milho em Chiúre e cria 22 empregos

Nova Fábrica de Processamento de Milho em Chiúre Cria Emprego e Impulsiona Economia Local Uma…

13 horas ago

Moçambique reforça combate à concorrência desleal com nova estratégia legal e formação especializada

Moçambique reforça combate à concorrência desleal com revisão legal e aposta na prevenção Moçambique está…

14 horas ago

INSPECÇÃO TÉCNICA REVELA DEGRADAÇÃO PREOCUPANTE EM EDIFÍCIOS PÚBLICOS E PRIVADOS NA CIDADE DE MAPUTO

Um recente relatório técnico do Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos (MOPHRH) evidencia…

18 horas ago

Celulares apreendidos em prisão de segurança máxima – aimnews.org

Maputo, 23 Abr (AIM) – O Serviço de Investigação Criminal de Moçambique (Sernic) apreendeu quarta-feira…

23 horas ago

Chapo pede uma nova abordagem à cooperação com a China – aimnews.org

Pequim, 23 Abr (AIM) – O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, apelou a uma nova abordagem…

23 horas ago