Segundo Chapo, que falava em Pequim na 3ª Reunião de Alto Nível do Fórum sobre Acção Global para o Desenvolvimento Partilhado, o desenvolvimento é um pilar essencial para a estabilidade global, mas o “mundo enfrenta riscos associados a conflitos, alterações climáticas e limitações de financiamento”.
Chapo sublinhou que Moçambique está alinhado com uma visão de cooperação orientada para a transformação estrutural, com foco na industrialização, no desenvolvimento de infra-estruturas e na formação de capital humano.
“A cooperação internacional deve evoluir de um modelo centrado na ajuda para um modelo baseado em parcerias se quisermos o desenvolvimento global. O futuro do desenvolvimento global não será determinado pelas intenções que declaramos, mas pelas decisões e ações que implementamos”, afirmou.
Durante o seu discurso, Chapo destacou o fortalecimento da capacidade produtiva, o acesso ao financiamento, a digitalização, a energia e o investimento na juventude como prioridades globais.
O Presidente reafirmou a disponibilidade de Moçambique em colaborar com parceiros que partilham a mesma visão de desenvolvimento, sublinhando que a participação do país no fórum está em linha com as iniciativas promovidas ao longo dos anos pela liderança chinesa.
Chapo considerou que existe uma oportunidade histórica para construir um modelo de desenvolvimento mais justo, inclusivo e sustentável, com benefícios diretos para a população.
O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, falando durante um encontro com Chapo, manifestou a disponibilidade da China em apoiar Moçambique na expansão das suas cadeias industriais, promovendo o aumento do valor acrescentado e transformando os recursos naturais em motores de desenvolvimento sustentável.
Segundo Li, o interesse de Pequim reside no fortalecimento do alinhamento das estratégias de desenvolvimento com Maputo, bem como na expansão do comércio bilateral e no aprofundamento da cooperação em sectores-chave como a agricultura, pescas, energia, recursos minerais e infra-estruturas.
Li encorajou Moçambique a tirar partido das políticas de tarifa zero da China para produtos africanos e dos chamados “canais verdes” para facilitar o acesso ao vasto mercado chinês.
Por seu lado, Chapo reiterou o compromisso de Moçambique em melhorar o ambiente de negócios, garantindo estabilidade e previsibilidade para atrair investimento estrangeiro, incluindo de empresas chinesas.
O Presidente também expressou gratidão pelo apoio contínuo da China ao desenvolvimento económico e social do país, mostrando abertura ao aprofundamento da cooperação no âmbito da Iniciativa do Cinturão e Rota, com foco em áreas como comércio, investimento, agricultura, energia, transportes e telecomunicações.
(MIRAR)
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