Maputo, 23 Abr (AIM) – As autoridades de saúde moçambicanas lançaram quarta-feira uma PrEP injectável de longa duração contra o VIH, que é capaz de reduzir o risco de infecções em mais de 99 por cento.
A PrEP é uma profilaxia pré-exposição que utiliza antirretrovirais para prevenir a multiplicação do vírus HIV no corpo humano.
Segundo o Ministro da Saúde, Ussene Isse, falando na cerimónia de lançamento no município da Matola, no sul do país, a introdução da injecção de PrEP de acção prolongada, conhecida como lenacapavir, é um marco no esforço de controlo da doença.
O lenacapavir é administrado por injeção apenas duas vezes por ano e destina-se a pessoas com 15 anos ou mais.
“A partir de hoje, Moçambique junta-se ao grupo de países pioneiros que fornecem aos seus cidadãos um medicamento injectável capaz de reduzir o risco de infecção pelo VIH em mais de 99 por cento”, disse.
O ministro explicou que o lenacapavir aumenta o leque de opções disponíveis para a prevenção combinada do VIH em Moçambique, permitindo aos cidadãos o acesso a métodos cada vez mais eficazes e seguros, adaptados às suas necessidades.
Segundo o ministro, o país registou em 2024 cerca de 92 mil novas infecções por VIH, das quais 15 mil ocorreram entre adolescentes e jovens com idades entre os 10 e os 19 anos.
Por sua vez, Gilion Michila, administrador distrital da Matola, disse que o medicamento terá impacto, abrindo “novas possibilidades de protecção, cuidado e esperança”.
“Convidamos a nossa população a buscar informações, conversar com profissionais de saúde e compartilhar conhecimentos com familiares e amigos. Cada decisão informada pode mudar uma vida”, afirmou.
O Diretor Nacional Adjunto de Saúde Pública, Aleny Couto, considerou o lançamento do lenacapavir um marco na resposta do país ao VIH.
Explicou que a introdução do lenacapavir é resultado das lições aprendidas com a implementação do cabotegravir injectável, introduzido num programa piloto em 2024 na província nortenha de Nampula.
“O lenacapavir é mais uma ferramenta que se soma a outras formas de prevenção já existentes no país, no âmbito da prevenção combinada”, afirmou.
A nova opção de prevenção será disponibilizada de forma faseada em 55 unidades de saúde, abrangendo 15 distritos da província central da Zambézia, e na cidade e província de Maputo, como parte do fortalecimento da estratégia nacional para a prevenção combinada do VIH.
Moçambique junta-se a outros países da região, como Eswatini, Zâmbia e Zimbabué, que já adoptaram esta tecnologia inovadora.
(MIRAR)
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