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Celulares apreendidos em prisão de segurança máxima – aimnews.org

Maputo, 23 Abr (AIM) – O Serviço de Investigação Criminal de Moçambique (Sernic) apreendeu quarta-feira mais de 30 telemóveis das celas do estabelecimento prisional de segurança máxima (conhecido por BO).

Dispositivos eletrónicos, como telemóveis e computadores, são proibidos na prisão – mas são regularmente contrabandeados e depois utilizados pelos reclusos para fins criminosos.

Citado na edição de quinta-feira do diário “Noticias” de Maputo, o porta-voz do Sernic, Hilario Lole, disse que a operação fazia parte de uma campanha contra crimes cometidos pelo uso de telemóveis e computadores, como fraudes e fraudes electrónicas, e até sequestros para resgate.

Outros artigos apreendidos nas operações foram cartões SIM para redes de telefonia móvel moçambicanas e sul-africanas, carregadores de telemóveis e cigarros eletrónicos.

Lole disse que Sernic está tentando identificar todos os envolvidos no contrabando de itens proibidos para a prisão, incluindo os funcionários corruptos da prisão que os ajudaram.

Entretanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) de Moçambique diz ter registado um total de 39.625 incidentes cibernéticos em 2025, num contexto marcado pela insuficiente literacia digital e pela rápida evolução das tecnologias, factores que favorecem a prática de crimes cibernéticos.

Segundo o procurador-geral da República, Américo Letela, que discursava quarta-feira ao parlamento moçambicano, a Assembleia da República, entre os crimes mais recorrentes estão a fraude relacionada com instrumentos de pagamento eletrónicos, com 611 casos, seguida da fraude informática e de telecomunicações (254) e invasão de privacidade (90).

“Os crimes cibernéticos representam uma ameaça real e crescente à segurança nacional. Os ataques aos sistemas informáticos de instituições públicas e privadas, o acesso ilegítimo a bases de dados, a sabotagem informática, a fraude electrónica e o roubo de informação sensível comprometem a confidencialidade dos sistemas nacionais essenciais”, afirmou.

No período em análise, a PGR registou 1.108 casos de cibercrime, face aos 1.061 em 2024, o que representa um aumento de 4,4 por cento.

Letela apontou ainda a volatilidade dos crimes, a sua natureza transnacional, a rápida evolução dos meios utilizados e a facilidade de destruição remota de provas como os principais constrangimentos.

Outros desafios incluem a dispersão geográfica das infra-estruturas tecnológicas, a recolha e preservação de provas digitais e a responsabilização efectiva dos perpetradores.

“Apelamos a ações mais eficazes na gestão da cadeia de custódia das provas digitais, na preservação expedita dos dados eletrónicos, na validação técnica e na avaliação probatória”, afirmou Letela.
(MIRAR)
Ac /Anúncio/pf (383)

Lusa

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