Maputo, 24 Abr (AIM) – O Ministério das Obras Públicas de Moçambique manifestou preocupação com os consistentes sinais de degradação nos edifícios públicos e privados localizados no centro de Maputo, alegando que alguns deles representam riscos reais para a segurança de pessoas e bens.
Segundo um relatório técnico, uma proporção significativa do parque imobiliário de Maputo tem mais de 50 anos, evidenciando deficiências estruturais na manutenção sistemática e preventiva e “esta circunstância é um factor determinante na degradação actualmente observada”.
O relatório foi escrito na sequência de um incidente ocorrido na Avenida Filipe Samuel Magaia, em que parte do revestimento de uma estrutura se desprendeu e caiu no passeio público. Este acontecimento motivou a criação de uma Equipa Conjunta de Fiscalização, composta pelo Laboratório de Engenharia de Moçambique (LEM, IP), pela Inspecção Geral de Obras Públicas (IGOP, IP), pela Direcção Nacional de Edifícios (DNE) e pelo órgão estatal de habitação, APIE.
A avaliação foi realizada através de inspeções visuais sistemáticas, complementadas por documentação fotográfica e análise técnico-qualitativa das anomalias identificadas. Os objetivos centrais centraram-se na avaliação do estado de conservação dos edifícios, na identificação de riscos estruturais e funcionais e na formulação de recomendações técnicas de intervenção.
“Os constrangimentos identificados são classificados em cinco categorias principais: anomalias não estruturais, estruturais, hidráulicas, elétricas e de saneamento. Foram registados fenómenos como desprendimento de rebocos, degradação de revestimentos e tintas, fissuras em alvenarias, bem como desenvolvimento de fungos e vegetação em superfícies construídas”, lê-se no estudo.
O documento afirma que os graves riscos identificados incluem fissuras em elementos de suporte e desprendimento de betão.
“Foram também observadas deformações e sobrecargas associadas à instalação de equipamentos sem validação técnica prévia. No sistema hidráulico foram constatadas ocorrências de fugas de água, infiltrações generalizadas, obstrução de sistemas de drenagem e ausência ou inoperabilidade de sistemas de combate a incêndios”, lê-se no documento.
Em termos de saneamento, as condições perigosas observadas incluem a acumulação de resíduos, água estagnada, humidade persistente e proliferação de fungos, com impacto direto na saúde dos moradores.
Segundo o relatório, a degradação dos edifícios é activa e progressiva, associada predominantemente a fugas persistentes e à ausência de manutenção regular e preventiva. Em vários casos foram identificadas anomalias críticas, com potenciais riscos para a segurança estrutural e funcional dos edifícios.
As autoridades alertam que, na ausência de intervenções imediatas e estruturadas, a situação deverá agravar-se, com o consequente aumento da probabilidade de incidentes e um aumento significativo dos custos futuros de reabilitação.
Para resolver o problema, o Ministério das Obras Públicas apela à implementação urgente de medidas de manutenção corretiva e preventiva, reabilitação estrutural e reforço dos mecanismos de fiscalização técnica, “de forma a garantir a segurança estrutural, funcionalidade e habitabilidade do parque edificado da cidade de Maputo”.
(MIRAR)
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