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Sporting é assobiado e Paulo Fonseca responde: Não estão habituados…

Sporting é assobiado e Paulo Fonseca responde: "Não estão habituados..."


Paulo Fonseca estreou-se, este sábado, com o ‘pé direito’ no comando técnico do Sporting, ao levar a melhor sobre o Moreirense, por 1-0, em jogo a contar para a 11.ª jornada da I Liga, por conta de um (grande) golo rubricado pelo inevitável internacional colombiano Luis Suárez, à passagem dos 61 minutos.

Os leões passaram a somar 24 pontos e isolaram-se, provisoriamente, na terceira posição da tabela, a seis pontos do líder, o FC Porto (que ainda vai visitar o Vitória SC), e a um do segundo classificado, o Benfica (que ainda vai deslocar-se ao terreno do Estrela da Amadora). Ainda assim, nem tudo foi um ‘mar de rosas’ para o estreante Paulo Fonseca, no Estádio José Alvalade.

A demora na obtenção do tento que desbloqueou o nulo levou a que, a espaços, se fossem ouvindo assobios por parte dos adeptos. Um cenário que, no entanto, o próprio sucessor de Rui Borges fez questão de desvalorizar, na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, procurando, inclusive, encontrar uma explicação para os mesmos.

“Sinceramente, não ouvi. Ouvi, na segunda parte, na parte final. Disse-lhes que tínhamos que continuar, que gostei muito da primeira parte e que tínhamos que continuar a ser pressionantes, a ter a bola, a circular a bola para encontrar os espaços que nós queríamos”, começou por afirmar o luso-moçambicano.

“Aquilo que senti não foi por momentos de aflição que tenhamos tido. Os assobios que existiram têm a ver com uma coisa que eu peço, que é aos nossos centrais, quando temos blocos baixos, terem de fixar o adversário, obrigá-los a tomar decisões. Às vezes, isso não é muito rápido, mas é uma forma de nós arranjarmos linhas de passe e provocarmos”, prosseguiu.

“Eu só senti isso nesse momento. As pessoas não estão habituadas a este tipo de jogo, mas é uma coisa que é essencial para nós e vai fazer parte do nosso jogo”, completou o técnico adquirido ao Olympique Lyon a troco de uma verba na ordem dos cinco milhões de euros, que, recorde-se, assinou um contrato válido até junho de 2030.

“O Moreirense não existiu”

Perante os jornalistas, Paulo Fonseca confessou, ainda, que “foi um momento especial subir ao relvado” do clube ‘do coração’, até porque “era difícil imaginar que, um dia, isso poderia acontecer”. Sobre o jogo propriamente dito, “foi especial”, e, na opinião do próprio, o triunfo só pecou mesmo por escasso.

“Merecíamos muito mais. Fomos quase sufocantes na nossa pressão, e a equipa esteve muito agressiva. Estivemos muito fortes na reação à perda da bola, a equipa esteve mais junta, o que permitiu que a pudéssemos recuperar. Faltou fazer dois ou três golos na primeira parte, e, se virmos os números do jogo, pode confirmar-se isso”, analisou.

“Na segunda parte, não fomos tão consistentes, apesar de continuarmos a pressionar sobre a primeira linha, mas fomos perdendo um pouco o nosso domínio com bola, talvez fruto do momento da equipa. Mas gostei muito. A equipa correspondeu àquilo que lhes pedi. Agora, podemos fazer ainda melhor”, acrescentou.

“O Moreirense não existiu, hoje. O Moreirense não teve uma oportunidade clara de golo. Esteve bem defensivamente, mas nós estivemos melhor a gerir com bola. Tivemos 70 e tal por cento de posse de bola. Essa foi a melhor forma de defender. O Moreirense não nos criou qualquer tipo de perigo hoje e acho que a equipa esteve bem defensivamente”, concluiu.

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