Segunda-feira, 12 de Outubro de 2026

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Política

PRESIDENTE DANIEL CHAPO MARCA AGENDA DE TRABALHO COM CELEBRAÇÃO DO DIA DO PROFESSOR

Chefe do Estado recebe a direcção da ONP/SNPM em audiência no Gabinete de Trabalho e dirige, no mesmo dia, o início das obras de ampliação do canal marítimo da capital, projectadas para acolher navios porta-contentores de até 14.000 TEU.

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, cumpriu esta segunda-feira, 12 de Outubro, uma intensa agenda pública na cidade de Maputo. O programa oficial do Chefe do Estado foi dominado por dois momentos de elevado significado social e económico: a recepção da Organização Nacional dos Professores/Sindicato Nacional de Professores de Moçambique (ONP/SNPM) por ocasião do Dia do Professor Moçambicano e a direcção da cerimónia de lançamento da dragagem de aprofundamento do canal de acesso ao Porto de Maputo.

Homenagem à Classe Docente no Gabinete de Trabalho

A jornada do Chefe do Estado iniciou-se às 09h00 no seu Gabinete de Trabalho, local onde Daniel Chapo recebeu os representantes da Organização Nacional dos Professores / Sindicato Nacional de Professores de Moçambique (ONP/SNPM).

A audiência surge a propósito da passagem do Dia do Professor Moçambicano, assinalado a 12 de Outubro, constituindo um acto formal de saudação da agremiação socio-profissional ao Presidente da República e um espaço institucional de reconhecimento do papel do corpo docente no desenvolvimento do sistema educativo nacional.

Modernização portuária e ampliação do canal de acesso

No período da tarde, às 14h00, o Presidente da República desloca-se ao recinto do Porto de Maputo para orientar formalmente o lançamento das obras de dragagem de aprofundamento do canal de navegação.

A intervenção constitui uma obra estruturante de engenharia marítima, concebida para elevar a competitividade da principal infra-estrutura portuária do Sul do país. De acordo com os dados facultados pela Presidência da República, a dragagem permitirá dotar o canal de capacidade para a recepção de navios porta-contentores e graneleiros de grande porte.

Com a conclusão dos trabalhos, o Porto de Maputo ficará capacitado para acolher embarcações com um comprimento de até 366 metros, calados operacionais a roçar os 15 metros e uma capacidade de transporte que poderá atingir os 14.000 TEU (Twenty-foot Equivalent Unit).

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|              ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DO CANAL DE ACESSO               |
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| Parâmetro                          | Situação Actual  | Pós-Dragagem  |
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| Largura em Zonas Rectas            | ~ 110 metros     | ~ 210 metros  |
| Largura nas Curvas                 | ~ 150 metros     | ~ 295 metros  |
| Calado Máximo                      | --               | ~ 15 metros   |
| Comprimento Máximo de Navios       | --               | 366 metros    |
| Capacidade Máxima de Carga (TEU)   | --               | 14.000 TEU    |
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Fonte: Gabinete de Imprensa da Presidência da República

Em termos de geometria do canal, as melhorias traduzir-se-ão num alargamento substancial. Nas zonas rectas, a largura útil passará dos actuais cerca de 110 metros para aproximadamente 210 metros. Por seu turno, nos trechos em curva, o canal expandir-se-á dos actuais cerca de 150 metros para aproximadamente 295 metros, garantindo uma margem acrescida de segurança às manobras de navegação e acostagem.

Contexto Institucional e Investimento até 2058

A realização desta obra de acostagem e dragagem insere-se no plano global de investimentos acordado entre o Governo moçambicano e a Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), entidade concessionária da infra-estrutura portuária.

O empreendimento decorre no quadro da extensão do contrato de concessão da MPDC até ao ano de 2058, executado em parceria estratégica com os seus respectivos sub-concessionários.

O aprofundamento do canal de acesso ao Porto de Maputo tem um impacto directo na cadeia logística nacional e regional do corredor de Maputo. Ao possibilitar a entrada de navios de 14.000 TEU, Moçambique reforça a sua posição estratégica no comércio marítimo do Sul de África, optimizando o custos do frete marítimo, aumentando o volume de mercadorias manuseadas e consolidando o compromisso de investimento privado sob concessão até 2058.

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