19′. Sabemos que, após o Mundial — que serviu como bitola e referência para a temporada que agora se inicia —, em termos de arbitragem, ficou o conceito de os árbitros deixarem jogar, privilegiando o contato e não interrompendo por «pequenos toques ou contatos». Para o VAR, também ficou a ideia reforçada de que sua intervenção deve ser sempre baseada no erro «claro e óbvio». Contudo, neste lance em questão, na área dos helvéticos, não se tratou de apenas um contato, mas sim de um empurrão na zona lombar com a consequente queda e perda de bola de Boukhalfa sobre Leandro Barreiro, razão pela qual ficou um pontapé de penálti por assinalar a favor dos encarnados.
Negativo
A decisão do árbitro e a não ajuda do VAR em pênalti claro e óbvio em Leandro Barreiro que foi empurrado pelas costas
45′. O árbitro deu três minutos de tempo extra (recuperação de tempo perdido), em virtude da mostragem de um cartão amarelo, do gol, de uma substituição e de uma assistência médica a um jogador da equipe helvética. Tudo certo no tempo que deu.
50′ Agarrão. Cartão amarelo bem mostrado a Chima Okoroji por, com a mão esquerda, por trás, agarrar e puxar de forma ostensiva e evidente a camisa de Leandro Barreiro, para frear a possibilidade de uma transição ofensiva rápida, falta tática bem sancionada disciplinarmente.
Positivo
A intervenção do VAR na validação do terceiro gol dos Reds, pois no campo, assistente e árbitro haviam anulado por impedimento.
57′. Rasteira. Jozo Stanic expulso por acumulação de cartões amarelos, pois na ocasião, com a sua perna esquerda bem aberta rasteira Sudakov, à saída do meio campo, com o intuito de destruir e parar o contra-ataque encarnado. Entrada negligente, corte de ataque prometedor e falta tática.
65′. A Lei 11 (Fora de Jogo), em sua página 104, explica bem o motivo e a razão pela qual o VAR reverteu a decisão inicial do árbitro no campo de jogo (que havia anulado o gol aos rubro-negros por impedimento), acabando, com razão, por validar o mesmo. Pois não se considera que um jogador tira vantagem da posição de impedimento quando recebe a bola de um adversário que a jogou deliberadamente. E, para a lei, «jogar deliberadamente» acontece quando um jogador tem o controle da bola com a possibilidade de fazer um passe para um companheiro de equipe, ganhar a posse de bola ou se libertar dela.
73′. Rasteirou. Pontapé de penálti bem assinalado a favor dos encarnados, pois na ocasião Leon Frokaj com a sua perna direita tocou e rasteirou a perna esquerda de Richard Rios, derrubando-o, tudo isto já no interior da área dos helvéticos. VAR limitou-se a confirmar a decisão.
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90′. O árbitro deu três minutos de tempo extra, o que foi escasso para o que aconteceu durante o segundo tempo, mas que se entende, pois a eliminatória já estava resolvida, imperando assim uma decisão baseada no bom senso. Contudo, as inúmeras incidências que ocorreram, noutro contexto, justificavam mais tempo adicional: um cartão amarelo, uma expulsão por acumulação de amarelos, quatro golos (um deles com intervenção do VAR) e as cinco paragens para substituições, onde entraram nove jogadores.
No Mundial, a paragem a que chamaram «Pausa para resfriamento/pausa para hidratação» foi obrigatória em todos os jogos e em ambas as partes. Na UEFA, e em jogos sob a égide desta instituição (como é o caso da Liga Europa), só haverá paragem se as condições climatéricas assim o exigirem, e será sempre a organização a ditar esse momento. Por isso, neste jogo em concreto, não houve essa paragem.
ATUADOR DE BANHO FLORIANO
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