Uma adolescente de 14 anos foi morta a tiros na tarde de quarta-feira, durante um ataque armado ligado à chamada “guerra dos táxis”, na cidade costeira do Cabo, na África do Sul. O atentado ocorreu em frente à escola Atlantis Senior Secondary e também vitimou um taxista de 42 anos.
De acordo com a polícia, um homem ainda não identificado abriu fogo contra uma van de transporte escolar que aguardava alunos no exterior do estabelecimento. O motorista foi atingido, assim como outro homem e duas crianças.
No interior das dependências da escola, os agentes encontraram o corpo da menina de 14 anos, baleada múltiplas vezes no peito. Segundo as autoridades, a jovem foi atingida enquanto tentava fugir dos disparos. Outros dois alunos, de 14 e 16 anos, ficaram feridos. “Uma aluna de 14 anos sofreu um ferimento de bala nas costas. Outra jovem de 16 anos foi atingida de raspão”, afirmou o porta-voz da polícia, FC van Wyk.
A polícia confirmou que ainda não está claro quantos atiradores participaram da ação. Detetives e membros da Unidade de Investigação de Violência no Setor de Táxis assumiram o caso, que está sendo tratado como possível desdobramento das disputas territoriais entre associações rivais de transporte coletivo.
O ataque ocorreu no momento em que os estudantes deixavam a escola, provocando pânico entre alunos, professores e moradores da comunidade. No local, as autoridades encontraram a van estacionada em frente ao portão principal, com o corpo do motorista apresentando múltiplos ferimentos de bala.
O alto funcionário da província do Cabo Ocidental, Isaac Sileku, classificou o episódio como “inaceitável”. “É inaceitável que nossas crianças continuem expostas ao perigo como resultado do conflito em curso no setor de táxis”, declarou. Em comunicado, o governo regional condenou o que chamou de “ato insensato”, destacando que nenhum estudante deveria correr risco ao ir ou voltar da escola.
A violência na indústria de táxis na África do Sul é histórica. O setor, altamente competitivo e lucrativo, tem sido palco de confrontos mortais há décadas. Embora os táxis coletivos ainda dominem o transporte urbano, a expansão dos serviços de transporte por aplicativo intensificou a rivalidade entre operadores, elevando as tensões em várias regiões do país.
Relatos da imprensa local indicam que este foi o segundo atentado contra a vida do taxista neste mês, aumentando a preocupação das autoridades com a escalada do conflito.
As autoridades reforçaram que a segurança de passageiros e estudantes “é inegociável” e apelaram para que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados com urgência. As investigações prosseguem.
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