De acordo com o Plano de Recuperação de Cheias da FAO (2026-2031), as regiões com maiores necessidades de recuperação são as províncias do sul de Gaza, Inhambane e Maputo, a província central de Sofala, Manica e Tete, e a província sul de Nampula.
A FAO explicou que desenvolveu o Plano de Recuperação de Cheias de cinco anos como parte da Avaliação das Necessidades Pós-Desastre, um mecanismo multissectorial liderado pelo governo para apoiar os objectivos de recuperação e resiliência a longo prazo de Moçambique.
O relatório salienta que as graves cheias que atingiram Moçambique no início deste ano, “perturbaram gravemente os sistemas agroalimentares do país e danificaram colheitas, pecuária, pescas e infra-estruturas agrícolas críticas em algumas das áreas mais produtivas”.
Segundo o documento, a crise originada pelas cheias afectaram mais de 724 mil pessoas e danificaram cerca de 440 mil hectares de terras e “as consequências económicas continuam substanciais, com danos e perdas totais estimados em 30,4 mil milhões de meticais (cerca de 486 milhões de dólares ao ritmo actual).
O sector agrícola registou cerca de 73 por cento de perdas, num contexto em que “as províncias de Gaza e Maputo sofreram a maior concentração de danos, onde muitas famílias rurais perderam não só a sua produção agrícola actual, mas também os activos produtivos que sustentam os seus meios de subsistência e segurança alimentar ao longo do tempo”.
O documento explica que o Plano de Emergência e Resiliência de Moçambique (2026-2028) fornece o quadro abrangente para o programa de emergência e resiliência da FAO e solicita 79 milhões de dólares ao longo de três anos, incluindo 38 milhões de dólares para ajudar 1,3 milhões de pessoas em 2026.
“Foi lançado o apelo Moçambique: Cheias – Apelo Urgente de Assistência em resposta às cheias registadas nos últimos meses. Esta iniciativa funciona como uma adenda ao Plano de Emergência e Resiliência para responder às necessidades imediatas pós-catástrofe, procurando a organização mobilizar 27,9 milhões de dólares para apoiar cerca de 620 mil pessoas até junho de 2026”, lê-se na nota.
Sou/
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