— Como foi viver na época passada?
— É sempre especial subir de divisão. O clube esteve afastado da Primeira Liga por 37 anos. Tem sempre um gosto especial, é um motivo de orgulho. Ficámos muito felizes, mas já passou. Agora temos de pensar no presente e no futuro. Ficámos contentes com o que fizemos, mas agora queremos mais.
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— Como você vê o estado de espírito da equipe neste momento?
— Tem sido muito bom. Temos uma grande base do elenco da temporada passada. Os novos jogadores que chegaram foram bem recebidos e estão bem integrados. O grupo de trabalho já era bom, continua bom e integra bem todo mundo. Esse estágio também vai servir para o elenco conhecer melhor a comissão técnica e vice-versa. Os primeiros dias têm sido muito positivos.
— Manter o núcleo duro da equipa é o maior trunfo do Académico?
— Sim, como é lógico. É importante manter o núcleo duro. Vimos de um espírito de vitória, de uma época em que ganhámos muitas vezes. Sabemos que este ano não vamos ganhar tantas vezes como no ano passado, mas já nos conhecemos uns aos outros. Quem vier, vem para aportar qualidade, tanto dentro como fora do campo. Não partimos do zero totalmente, porque temos uma base e sinto que temos todas as capacidades para fazer um bom trabalho.
—Como você enfrenta o difícil início da Liga?
— O sorteio não foi bom nem ruim, temos que jogar contra todo mundo, em casa e fora. Vamos ao Estádio da Luz na primeira rodada e todos os jogadores querem jogar grandes jogos. Gostamos sempre de enfrentar os melhores para nos colocarmos à prova. Sabemos da dificuldade, mas também sabemos do nosso valor. Antes do Benfica, ainda temos uma preparação a fazer, para chegarmos ao campeonato com as ideias bem cimentadas e com a parte física já marcada. Existe entusiasmo.
— Como você descreve os novos reforços, Marcos Lavín e Cristian Ferreira?
— As primeiras impressões são muito boas. São duas pessoas que vêm nos ajudar, tanto dentro quanto fora de campo. Vamos ter momentos menos positivos e é aí que se vê o caráter dos jogadores. Temos homens para encarar esses momentos de uma forma confiante.
— Qual o balanço que você faz das primeiras semanas com o técnico Bruno Pinheiro? Surpreendeu a saída de Sérgio Fonseca?
— Estou muito surpreso com o seu Bruno Pinheiro. É uma pessoa sem truques, que fala o que pensa e dá liberdade, com responsabilidade, ao jogador. Não vê fantasmaso que é muito positivo, e estamos a gostar todos muito de trabalhar com ele. Em relação ao Sérgio Fonseca, é uma pessoa que teve um trajeto muito positivo e ficou na história deste clube, mas faz parte do passado. Neste momento, o presente e o futuro é o mister Bruno Pinheiro e estamos a gostar imenso de trabalhar com ele.
— O que têm feito os jogadores no tempo livre neste estágio?
— No tempo livre jogamos pingue-pongue, baralho, alguns vão à piscina e convivemos uns com os outros. Acho importante nos conhecermos ainda melhor em um espaço mais aberto, sem a pressão da competição. Fazemos o que gostamos e temos que aproveitar cada momento.
— E passar uma semana fora de casa é difícil?
— Tenho uma filha de nove meses, é sempre complicado. Sinto falta da minha esposa e da minha filha, mas faz parte do nosso trabalho. Ser jogador é como qualquer profissão em que temos que abrir mão um pouco da família. Existem prós e contras. Não venho aqui fazendo sacrifício, porque no dia que eu vier fazer sacrifício para um estágio, não faz sentido andar aqui.
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