Daniel, de 37 anos, foi no lugar do irmão mais velho Bernardo, «ainda mais fanático», que não pôde viajar e, curiosamente, já tinha vencido o prémio há dois anos, quando os beirões realizaram estágio em Alicante.
«A paixão começou com o meu irmão. Ele é um adepto mais fanático do que eu, e eu acompanhava-o sempre nas deslocações do futebol, tanto fora como em casa. Foi aí que me comecei a ligar mais ao Académico e a paixão continua até hoje. Sou sócio há dois anos, mas adepto já sou há mais tempo», explicou aos jornalistas em Cádis.
«Não estava nada à espera desta iniciativa outra vez e fiquei muito contente. Quando me ligaram eu disse logo que sim, porque queria conhecer os novos jogadores que estão chegando, interagir com eles e conhecê-los melhor. Também o novo treinador, o funcionários… Têm-nos ajudado a ficar mais integrados e confortáveis», frisou ainda Daniel Marques, que esperava pela ascensão do Académico «há muito tempo», ele que falhou apenas duas partidas dos viseenses em 2025/26, tanto em casa como fora: «Contra o FC Porto B e na Madeira [ante o Marítimo].
«Aqui temos a oportunidade de ver o trabalho invisível»
Ricardo, de 19 anos, também natural de Viseu, explica como começou a ir regularmente ao Fontelo… e como se tornou apanhador do clube.
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«A paixão pelo Acadêmico surgiu muito cedo, por volta dos meus 10 ou 11 anos. Sempre ouvia meu padrinho falar que vinha ver o Acadêmico, e comecei a acompanhar os jogos pelo rádio. Depois, comecei a ter curiosidade e acabei pedindo para meu pai me levar para ver um jogo. Assim que entrei no estádio, perguntaram se eu queria ser apanhador. Eu aceitei e, a partir daí, naquela temporada (2018/19), joguei praticamente todos os jogos em casa como apanhador. Na temporada seguinte, fiquei nessa função até a época da pandemia da covid-19, sempre acompanhando todos os jogos em casa. Jogos fora, naquela época, eu nunca ia», lembra.
«Depois fomos jogar em Aveiro devido à covid e aí deixei de ir aos jogos, porque era longe. No entanto, voltei a acompanhar a equipe assim que voltamos ao Fontelo e, desde então, sempre estive presente, tanto em casa quanto fora. Sempre que posso, estou lá», sublinhou aos meios de comunicação social.
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Sobre o estágio dos viriatos, agradece ao clube oportunidade de acompanhar de perto as vivências dos jogadores: «Tem sido uma experiência incrível, completamente diferente daquilo que é o normal e do que eu estava à espera. Tem sido muito bom poder acompanhar de perto o clube do meu coração e ver como as coisas funcionam por trás, desde os treinos até toda a preparação. Nós, como fãs, sabemos praticamente o que vemos no dia do jogo, e aqui temos a oportunidade de ver o trabalho invisível que é feito. Tem sido uma experiência muito boa e agradeço antecipadamente ao Acadêmico por esta oportunidade incrível.»
Ricardo, estudante, perdeu apenas um jogo no Fontelo na época da subida, num dia em que não estava no país, e dois fora de portas: «Estava na altura em Barcelona, por isso foi mesmo impossível de ir. Esse em casa, com o Feirense, e dois fora que eram impossíveis de ir: com o Chaves foi de portões fechados e na Madeira era complicado.»
«Vai ser uma época complicada. Como o clube não tem muita experiência na Primeira Liga, o começo pode ser um pouquinho difíceis, mas, pelo que tenho visto aqui, o grupo é muito unido e alegre. Isso é meio caminho andado para as coisas correrem bem. Também tenho gostado do que tenho visto do treinador, que parece ter uma boa ideia de jogo. Acho que tem tudo para dar certo, vamos dar o melhor do começo ao fim», elogiou ainda o jovem torcedor.
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