Em mensagem enviada à autarquia, a que a agência Lusa teve acesso, a responsável manifestou «profunda indignação, descontentamento e repúdio» após o executivo ter aprovado uma moção a acusá-la de estar «mais empenhada em conduzir ao encerramento» do que em encontrar soluções. A administradora ressaltou que não cabe à Câmara emitir varas públicas sem conhecimento integral do processo e criticou o fato de a prefeitura só ter reagido publicamente diante da mobilização dos torcedores.
O encerramento da atividade e a entrega do Estádio do Bessa estão previstos até 31 de julho, decisão que afeta cerca de 1.500 atletas de 31 modalidades. Para evitar o fechamento do clube — fundado em 1903 —, o movimento «Salvar o Boavista» arrecadou cerca de 50 mil euros em doações, e a diretoria pediu autorização ao tribunal para reabrir as instalações.
Declarado insolvente em setembro de 2025 com dívidas superiores a 150 milhões de euros, o Boavista submeteu um plano de recuperação e se inscreveu na Associação de Futebol do Porto para a temporada 2026/27. Em paralelo, a Boavista SAD, que acabou rebaixada para os escalões distritais por graves problemas financeiros, também tenta viabilizar um novo plano de recuperação.
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