O Inspetor Geral do Estado, que é um novo órgão criado pelo Presidente Chapo, será “responsável por desvendar as barreiras ao desenvolvimento e lidar com a corrupção no setor público”.
O órgão, que funciona a partir dos gabinetes presidenciais, será também responsável pelo reforço dos mecanismos de fiscalização, auditorias e promoção da integridade na Administração Pública do país.
“A nomeação de Carmelita Namashulua marca o início do funcionamento da nova instituição, criada com o objectivo de reforçar o controlo interno do Estado, fiscalizar os actos administrativos, e promover maior transparência e boa governação nos órgãos públicos”, lê-se na nota.
Segundo o documento, o Presidente Chapo nomeou também Emanuel Mabumo e Laura Nhancale como Inspectores-Gerais Adjuntos do Estado.
A nomeação de Namashulua para este cargo é controversa, visto que era Ministra da Educação quando foi constatado o escândalo relativo a graves erros geográficos e matemáticos em livros escolares, impressos em Portugal, em 2022.
Como ministra da Educação, Namashulua nem sequer conseguiu resolver o problema do pagamento de horas extraordinárias aos professores, embora afirmasse muitas vezes que o problema estava a ser resolvido. Os longos atrasos no pagamento das horas extras continuam a enfurecer os professores, levando a greves esporádicas.
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