Nampula, Moçambique – O sector da Defesa Nacional passou a contar com novos quadros permanentes das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), formados numa cerimónia realizada na Academia Militar, em Nampula. O evento enquadra-se nas respostas estratégicas do Estado face às ameaças actuais à segurança nacional e regional.
Falando aos recém-graduados, Daniel Chapo destacou que Moçambique, a região e o mundo enfrentam hoje desafios de segurança que ultrapassam as ameaças tradicionais. Segundo noticiou a STV Notícias, no seu canal oficial do YouTube, o dirigente alertou para riscos cada vez mais complexos, como o terrorismo, a criminalidade cibernética, o tráfico de drogas e de seres humanos, a pirataria marítima, a imigração ilegal, os efeitos das mudanças climáticas e o branqueamento de capitais.
De acordo com Chapo, este cenário impõe respostas inteligentes, assentes na ciência e no conhecimento, mas igualmente firmes, sustentadas no fortalecimento contínuo da defesa nacional. O objectivo é assegurar a permanente prontidão das FADM para responder tanto a cenários militares convencionais como a ameaças não militares, através de uma gestão criteriosa, eficiente e responsável dos recursos públicos.
A estratégia, sublinhou, visa consolidar um sector de defesa forte, profissional e eficaz, capaz de garantir a estabilidade securitária do Estado e criar as condições políticas necessárias para a implementação da independência económica do país.
Com a conclusão da formação, os novos militares passam a integrar os quadros permanentes das FADM, assumindo a responsabilidade directa de defender a soberania nacional, a integridade territorial, a independência do país e a liberdade do povo moçambicano. Daniel Chapo frisou que esta missão deve ser cumprida com profissionalismo, responsabilidade, competência, coragem, bravura e ética.
Os graduados foram igualmente exortados a inspirar-se nos exemplos mais nobres da história militar moçambicana, honrando o legado da geração de 25 de Setembro, alicerçado na cidadania, no patriotismo, na bravura, na lealdade e na obediência. Ao mesmo tempo, foram encorajados a desenvolver criatividade, iniciativa e capacidade de adaptação no terreno operacional.
Outro ponto central da mensagem foi o apelo ao respeito rigoroso das convenções internacionais sobre os direitos humanos. Os novos quadros foram orientados a manter relações saudáveis com as populações, reforçando a confiança e a legitimidade das forças armadas junto da sociedade.
O Estado moçambicano deposita expectativas de que este contingente de militares venha a contribuir de forma decisiva para o reforço do combate ao terrorismo, sobretudo nas províncias de Cabo Delgado, Nampula — com destaque para os distritos de Erati e Memba — e Niassa, particularmente na zona de Mecula, em defesa de todos os moçambicanos, do Rovuma ao Maputo.
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