Bruno Pinheiro: «Não haverá o 12.º jogador para transformar a Luz num inferno»

Bruno Pinheiro: Não haverá o 12.º jogador para transformar a Luz num inferno


CÁDIS — Bruno Pinheiro esteve à conversa com os jornalistas presentes no estágio de pré-temporada do Académico de Viseu. O novo timoneiro dos viriatos, que está de volta a Portugal após uma experiência na Bélgica pelo Eupen, abordou a visita ao Estádio da Luz na 1ª rodada da Liga, que marca o retorno do clube ao principal escalão, lembrando que o jogo deve ser disputado sem torcedores, destacou a satisfação com o grupo de trabalho que encontrou e se mostrou confiante de que a equipe pode realizar «uma temporada tranquila».

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— O Académico vai estrear na Liga contra o Benfica na Luz, mas com portões fechados. Isso pode ser uma vantagem para a equipe ou tira energia do jogo?
— Obviamente tira uma certa magia do espetáculo. Quase a totalidade dos nossos jogadores vai estrear em um palco como o Estádio da Luz, então a ausência de público corta um pouco o clima. Por outro lado, poderia ser uma ligeira vantagem para nós. Não haverá aquele 12º segundo jogador para transformar a Luz em um inferno e puxar contra nós. Tira emoção, mas equilibra as forças.

— Qual o balanço que você faz dessas primeiras horas de estágio e qual a importância disso para a equipe?
— O balanço só pode ser positivo. A análise que eu tinha feito à distância confirma-se agora: este é um grupo de homens com uma vontade tremenda. A subida de divisão demonstrou o caráter que eles tiveram durante o ano. Após duas semanas de trabalho, estou mais do que satisfeito com o que encontrei e com a atitude deste grupo.

— O Académico está a estagiar fora do país, algo pouco comum para a maioria dos clubes da Liga. As condições encontradas surpreenderam-no?
— Não, porque o Acadêmico é um clube que tem se estruturado e se preparado para esse passo. Como é natural em um clube que esteve ausente por 37 anos da Primeira Liga, ainda há situações em atraso em relação a outros lugares por onde passei. Contudo, o clube faz um esforço tremendo e este estágio oferece excelentes condições. Além disso, sinto um grande envolvimento e apoio da própria cidade em torno desse projeto, o que me agrada muito.

— A equipa trabalha junta há apenas 15 dias. Já se nota o entrosamento na sua ideia de jogo e na tática?
— Os jogadores têm muita vontade de aprender. Queremos propor uma ideia de jogo positiva, competitiva, com a bola, e agressiva sem ela. Isso leva tempo para assimilar. Ainda estamos aquém do ideal, o que é normal neste momento da temporada, mas a evolução nesses 15 dias me dá confiança de que faremos uma temporada tranquila, garantindo a manutenção sem deixar de olhar para cima.

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