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— Está de regresso a Portugal após a experiência na Bélgica, no Eupen. O que retirou de lá e o que o convenceu a aceitar o desafio do Académico?
— Na Bélgica encontrei um futebol muito mais físico, focado na marcação individual e no homem a homem. Isso me forçou a desenvolver novas leituras e me preparou melhor para cenários de extrema pressão. Em termos pessoais, quanto mais tempo eu passava fora, mais me custava; queria voltar para Portugal e ficar mais perto da minha família, na Beira Baixa. O Acadêmico surgiu como um excelente projeto de Primeira Liga. É um clube que cresceu muito em quatro anos e eu queria me associar a esse trajeto.
— Que ingredientes são necessários para que o Académico se mantenha na Primeira Liga e não desça logo, como acontece com outros emblemas?
— Primeiro, uma ideia de jogo bem ajustada que nos coloca mais perto de vencer do que de empatar, mas o mais importante é o caráter e a vontade dos homens que a executam. Também precisamos de cirurgias no mercado: trazer três ou quatro reforços que sejam ganhos reais. Começar bem o campeonato ajuda, mas, independentemente disso, a qualidade humana e técnica desse grupo nos dará os ingredientes necessários para atingir o objetivo.
— O calendário inicial do Académico é duríssimo, defrontando quase todo o principal-7 da última época nas primeiras dez jornadas. Como encara este início?
— Vai ser um início violento para quem está a chegar agora, mas vamos ter de aprender e crescer à pressa. Toda a estrutura está consciente de que na Primeira Liga a tendência é perder-se mais vezes do que na Segunda, mas acredito perfeitamente que conseguiremos somar os pontos necessários nessa fase para encarar o resto do campeonato com tranquilidade.
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