Jair Bolsonaro confirmou ter tentado violar o equipamento de monitorização electrónica 85916-C utilizando um objecto aquecido, segundo relato feito pelo próprio ex-presidente durante uma conversa recentemente divulgada.
Em áudio analisado, Bolsonaro foi questionado se teria usado algum instrumento para queimar o dispositivo. A resposta foi afirmativa. Ele explicou que empregou um “ferro quente”, mas não se tratava de um ferro de passar roupa. Segundo o ex-presidente, o objecto era um “ferro de soldar”, descrito como “aquele que tem uma ponta”.
Apesar da admissão, Bolsonaro afirmou que não chegou a romper a pulseira. “Não rompi a pulseira, fica tranquila, tá? A pulseira aparentemente intacta”, declarou.
Ainda assim, ele reconheceu que a estrutura do aparelho foi danificada. Bolsonaro admitiu que o case da tornozeleira foi violado e que a tampa chegou a soltar-se durante a tentativa. O acto, segundo ele, ocorreu no “final da tarde”.
As autoridades brasileiras ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o impacto da violação e as possíveis consequências legais.
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