Um comunicado do CPMO afirma que a medida visa consolidar a inflação em um dígito, num contexto marcado por riscos fiscais e incertezas económicas.
O documento diz ainda que a decisão foi tomada considerando a evolução favorável da inflação nos últimos meses. “O CPMO considera que a manutenção da taxa MIMO é consistente com a consolidação da inflação num dígito no médio prazo”, lê-se na nota.
A inflação anual, diz o documento, desacelerou para 3,99 por cento em Abril deste ano, face aos 4,77 por cento registados em Março, reflectindo sobretudo a redução dos preços dos alimentos e dos combustíveis.
Apesar da desaceleração da inflação, existem riscos que poderão pressionar os preços nos próximos meses.
“Persistem os riscos e incertezas associados às perspectivas de inflação, nomeadamente o agravamento da situação fiscal, os choques climáticos e a instabilidade militar em algumas regiões do país”, lê-se no documento.
“As perspectivas de recuperação económica continuam positivas, suportadas pelo desempenho dos serviços, da agricultura e das indústrias extractivas”, acrescenta a nota.
Na mesma reunião, o CPMO também decidiu manter as facilidades permanentes de concessão e absorção de liquidez em 12,25 por cento e 6,25 por cento, respectivamente.
Os rácios de reservas obrigatórias para responsabilidades em moeda nacional e estrangeira mantêm-se em 39 por cento e 39,50 por cento, respectivamente.
(MIRAR)
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