Sociedade

Moçambique. Seminário alerta para o uso inadequado da…

Moçambique. Seminário alerta para o uso inadequado da...


O reitor do Seminário Propedêutico Mater Apostolorum de Nampula, Padre Saíde Ângelo, alerta para os riscos do uso inadequado da inteligência artificial (IA) na formação dos futuros padres, defendendo que as novas tecnologias devem servir de apoio à aprendizagem, sem substituir a capacidade de reflexão, pensamento crítico e preparo intelectual dos seminaristas.

Cremildo Alexandre – Nampula, Moçambique

Em entrevista à Rádio Vaticano, o sacerdote relacionou este desafio com a reflexão sobre a inteligência artificial e a dignidade humana, no contexto da Carta Encíclica Magnífica Humanidade do Papa Leão XIV, ressaltando a importância de uma formação que prepare os futuros padres para responder aos desafios da Igreja e da sociedade.

Segundo o Padre Saíde Ângelo, durante o ano formativo foram identificados casos de seminaristas que recorreram à inteligência artificial durante os testes, apesar de a instituição proibir o uso de celulares nas salas de aulas.

O responsável considera que a dependência dessas ferramentas pode comprometer o desenvolvimento da autonomia intelectual dos estudantes, principalmente quando usadas para substituir o estudo e a preparação pessoal.

O sacerdote reconhece, entretanto, que a formação sacerdotal exige várias dimensões, entre as quais a intelectual, e defende que os jovens vocacionados devem reforçar a preparação académica antes de ingressarem no Seminário.

No balanço do ano, Padre Saíde Ângelo revelou que o Seminário Propedêutico começou o período formativo com 42 seminaristas internos das dioceses de Nampula e Lichinga, tendo terminado com 41. Considerando também os estudantes de outras Casas de formação que frequentam a Instituição, o número passou de 120 para 110 seminaristas.

Entre os principais desafios apontados estão as dificuldades financeiras, a preparação acadêmica dos alunos e a segurança das instalações. O reitor também destacou a recuperação do espaço do Seminário, em junho, após um período marcado por invasões, ameaças e insegurança.

Relativamente às perspectivas, Padre Saíde Ângelo apela aos jovens vocacionados a levarem a sério os estudos e a formação, recordando que a Igreja de Nampula continuará a precisar de sacerdotes preparados para servir as comunidades.

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O reitor do Seminário Propedêutico Mater Apostolorum de Nampula, Padre Saíde Ângelo, alerta para os riscos do uso inadequado da inteligência artificial (IA) na formação dos futuros padres, defendendo que as novas tecnologias devem servir de apoio à aprendizagem, sem substituir a capacidade de reflexão, pensamento crítico e preparo intelectual dos seminaristas.

Cremildo Alexandre – Nampula, Moçambique

Em entrevista à Rádio Vaticano, o sacerdote relacionou este desafio com a reflexão sobre a inteligência artificial e a dignidade humana, no contexto da Carta Encíclica Magnífica Humanidade do Papa Leão XIV, ressaltando a importância de uma formação que prepare os futuros padres para responder aos desafios da Igreja e da sociedade.

Segundo o Padre Saíde Ângelo, durante o ano formativo foram identificados casos de seminaristas que recorreram à inteligência artificial durante os testes, apesar de a instituição proibir o uso de celulares nas salas de aulas.

O responsável considera que a dependência dessas ferramentas pode comprometer o desenvolvimento da autonomia intelectual dos estudantes, principalmente quando usadas para substituir o estudo e a preparação pessoal.

O sacerdote reconhece, entretanto, que a formação sacerdotal exige várias dimensões, entre as quais a intelectual, e defende que os jovens vocacionados devem reforçar a preparação académica antes de ingressarem no Seminário.

No balanço do ano, Padre Saíde Ângelo revelou que o Seminário Propedêutico começou o período formativo com 42 seminaristas internos das dioceses de Nampula e Lichinga, tendo terminado com 41. Considerando também os estudantes de outras Casas de formação que frequentam a Instituição, o número passou de 120 para 110 seminaristas.

Entre os principais desafios apontados estão as dificuldades financeiras, a preparação acadêmica dos alunos e a segurança das instalações. O reitor também destacou a recuperação do espaço do Seminário, em junho, após um período marcado por invasões, ameaças e insegurança.

Relativamente às perspectivas, Padre Saíde Ângelo apela aos jovens vocacionados a levarem a sério os estudos e a formação, recordando que a Igreja de Nampula continuará a precisar de sacerdotes preparados para servir as comunidades.

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