O Seminário Filosófico Interdiocesano São Carlos Lwanga, em Nampula, norte de Moçambique, encerrou esta quarta-feira, 04, o ano académico com apelos à fidelidade à vocação, à renúncia e compromisso com a missão da Igreja. Na celebração presidida pelo P. Avelino Arlindo, Dom Tomé Makhweliha convidou os seminaristas a viver a vocação com maturidade, oração e espírito de serviço, e os finalistas partilharam os desafios enfrentados e as expectativas de prosseguir a formação na etapa teológica.
Cremildo Alexandre – Nampula, Moçambique
O encerramento do ano académico e formativo de 2026, no Seminário Filosófico Interdiocesano São Carlos Lwanga, em Nampula, foi marcado por um apelo à fidelidade à vocação sacerdotal.
Na homilia da celebração eucarística, o padre Avelino Arlindo, que presidiu a missa representando o arcebispo emérito de Nampula, Dom Tomé Makhweliha, lembrou que seguir Jesus exige renúncia, disponibilidade e capacidade de colocar a missão acima dos interesses pessoais.
O sacerdote sublinhou que a vocação não deve ser entendida apenas como uma preparação para o futuro sacerdócio, mas como um compromisso que precisa de ser vivido diariamente, através da oração, da obediência, do trabalho e do serviço ao povo de Deus.
O padre Avelino alertou ainda que o período de férias não deve representar um afastamento dos compromissos assumidos na formação. A ausência dos formadores, observou, não pode servir de justificação para comportamentos que coloquem em risco o caminho vocacional.
Padre Avelino Arlindo, Arquidiocese de Nampula
Finalistas fazem balanço de três anos de filosofia
Para os seminaristas que concluem o terceiro ano de Filosofia, o encerramento representa também o fim de uma etapa marcada por desafios, aprendizagens e crescimento pessoal e espiritual.
Elídio Manuel, da Arquidiocese de Maputo, considera que as dificuldades de adaptação e integração contribuíram para seu amadurecimento. O jovem espera agora colocar os conhecimentos adquiridos a serviço da Igreja e da sociedade.
O seminarista deixou também um apelo à juventude moçambicana, particularmente aos jovens que enfrentam dificuldades e se deixam envolver pelo consumo excessivo de drogas e bebidas alcoólicas, convidando-os a aproximarem-se de Deus e das suas famílias.
Da Diocese de Chimoio, Agostinho Bosque Muala descreve os três anos como um período de muitos estudos, desafios e aprendizagem. Com a conclusão da Filosofia, aguarda agora a admissão à etapa teológica e pede o acompanhamento espiritual da comunidade cristã.
Aos jovens que sentem o chamamento à vida sacerdotal ou religiosa, Agostinho recomenda uma caminhada sustentada pela oração e pela entrega ao anúncio do Evangelho.
Perseverança diante das dificuldades
Eliseu Augusto Ernesto, da Diocese de Nampula, também lembra os três anos de Filosofia como uma experiência de perseverança. Sendo integrante de uma das primeiras gerações do Seminário São Carlos Lwanga, enfrentou desafios relacionados à organização da instituição e à falta de infraestrutura.
Apesar das dificuldades, ele considera que a experiência contribuiu para seu crescimento e manifesta disponibilidade para continuar a formação na Teologia.
O jovem deixou igualmente um convite aos que desejam seguir a vida sacerdotal, afirmando que a Igreja precisa de novos trabalhadores para a missão evangelizadora.

Padre Carlos Constantino, Reitor do Seminário São Carlos Lwanga
126 seminaristas concluem o ano formativo
No balanço institucional, o reitor do seminário, padre Carlos Constantino, informou que a instituição iniciou o ano de 2026 com 131 seminaristas, dos quais 109 diocesanos e 22 religiosos. Após a saída de cinco, concluiu o ano com 126 seminaristas e contou com a colaboração de 24 professores.
Para o período de férias, recomendou aos seminaristas a continuidade da oração pessoal, a colaboração nas actividades familiares e o afastamento de comportamentos que possam comprometer a vocação.
O regresso ao Seminário Filosófico Interdiocesano São Carlos Lwanga está marcado para os dias 2 e 3 de Fevereiro de 2027.
O encerramento ficou igualmente marcado pela despedida dos seminaristas do terceiro ano de Filosofia, que aguardam a passagem para a etapa teológica. Uma nova fase de formação, mas também de maior responsabilidade, à luz do apelo deixado pelo padre Avelino Orlando: viver a vocação desde já, com fidelidade, humildade e espírito de serviço à Igreja.
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O Seminário Filosófico Interdiocesano São Carlos Lwanga, em Nampula, norte de Moçambique, encerrou esta quarta-feira, 04, o ano académico com apelos à fidelidade à vocação, à renúncia e compromisso com a missão da Igreja. Na celebração presidida pelo P. Avelino Arlindo, Dom Tomé Makhweliha convidou os seminaristas a viver a vocação com maturidade, oração e espírito de serviço, e os finalistas partilharam os desafios enfrentados e as expectativas de prosseguir a formação na etapa teológica.
Cremildo Alexandre – Nampula, Moçambique
O encerramento do ano académico e formativo de 2026, no Seminário Filosófico Interdiocesano São Carlos Lwanga, em Nampula, foi marcado por um apelo à fidelidade à vocação sacerdotal.
Na homilia da celebração eucarística, o padre Avelino Arlindo, que presidiu a missa representando o arcebispo emérito de Nampula, Dom Tomé Makhweliha, lembrou que seguir Jesus exige renúncia, disponibilidade e capacidade de colocar a missão acima dos interesses pessoais.
O sacerdote sublinhou que a vocação não deve ser entendida apenas como uma preparação para o futuro sacerdócio, mas como um compromisso que precisa de ser vivido diariamente, através da oração, da obediência, do trabalho e do serviço ao povo de Deus.
O padre Avelino alertou ainda que o período de férias não deve representar um afastamento dos compromissos assumidos na formação. A ausência dos formadores, observou, não pode servir de justificação para comportamentos que coloquem em risco o caminho vocacional.
Padre Avelino Arlindo, Arquidiocese de Nampula
Finalistas fazem balanço de três anos de filosofia
Para os seminaristas que concluem o terceiro ano de Filosofia, o encerramento representa também o fim de uma etapa marcada por desafios, aprendizagens e crescimento pessoal e espiritual.
Elídio Manuel, da Arquidiocese de Maputo, considera que as dificuldades de adaptação e integração contribuíram para seu amadurecimento. O jovem espera agora colocar os conhecimentos adquiridos a serviço da Igreja e da sociedade.
O seminarista deixou também um apelo à juventude moçambicana, particularmente aos jovens que enfrentam dificuldades e se deixam envolver pelo consumo excessivo de drogas e bebidas alcoólicas, convidando-os a aproximarem-se de Deus e das suas famílias.
Da Diocese de Chimoio, Agostinho Bosque Muala descreve os três anos como um período de muitos estudos, desafios e aprendizagem. Com a conclusão da Filosofia, aguarda agora a admissão à etapa teológica e pede o acompanhamento espiritual da comunidade cristã.
Aos jovens que sentem o chamamento à vida sacerdotal ou religiosa, Agostinho recomenda uma caminhada sustentada pela oração e pela entrega ao anúncio do Evangelho.
Perseverança diante das dificuldades
Eliseu Augusto Ernesto, da Diocese de Nampula, também lembra os três anos de Filosofia como uma experiência de perseverança. Sendo integrante de uma das primeiras gerações do Seminário São Carlos Lwanga, enfrentou desafios relacionados à organização da instituição e à falta de infraestrutura.
Apesar das dificuldades, ele considera que a experiência contribuiu para seu crescimento e manifesta disponibilidade para continuar a formação na Teologia.
O jovem deixou igualmente um convite aos que desejam seguir a vida sacerdotal, afirmando que a Igreja precisa de novos trabalhadores para a missão evangelizadora.

Padre Carlos Constantino, Reitor do Seminário São Carlos Lwanga
126 seminaristas concluem o ano formativo
No balanço institucional, o reitor do seminário, padre Carlos Constantino, informou que a instituição iniciou o ano de 2026 com 131 seminaristas, dos quais 109 diocesanos e 22 religiosos. Após a saída de cinco, concluiu o ano com 126 seminaristas e contou com a colaboração de 24 professores.
Para o período de férias, recomendou aos seminaristas a continuidade da oração pessoal, a colaboração nas actividades familiares e o afastamento de comportamentos que possam comprometer a vocação.
O regresso ao Seminário Filosófico Interdiocesano São Carlos Lwanga está marcado para os dias 2 e 3 de Fevereiro de 2027.
O encerramento ficou igualmente marcado pela despedida dos seminaristas do terceiro ano de Filosofia, que aguardam a passagem para a etapa teológica. Uma nova fase de formação, mas também de maior responsabilidade, à luz do apelo deixado pelo padre Avelino Orlando: viver a vocação desde já, com fidelidade, humildade e espírito de serviço à Igreja.
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