O mau atendimento raramente nasce do nada. Há padrões claros.
Redes sociais, chamadas pessoais e mensagens intermináveis desviam a atenção do funcionário. O utente vira ruído de fundo. O balcão transforma-se num “intervalo permanente”.
Salários baixos, carreiras estagnadas e ausência de avaliação de desempenho criam funcionários resignados. Quando se perde o sentido de missão, o cidadão passa a ser tratado como incómodo.
Em muitos serviços, não há consequências reais para o mau atendimento. Reclamar não muda nada. Sem fiscalização interna, o desleixo instala-se como norma.
Poucos funcionários, muitos utentes, sistemas lentos e processos manuais criam stress contínuo. O stress, quando mal gerido, transforma-se em arrogância.
Quando o “atalho”, a cunha e o favor pessoal passam a regra, quem chega pela via normal é visto como atraso no esquema.
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