Os rendimentos totais vislumbrados para a temporada 2026/27 (excluindo os que dizem respeito exclusivamente à SAD) chegam a 5,32 milhões de euros, enquanto os gastos chegam a 4,64 milhões.
O emblema da Cidade-Berço projeta, assim, um saldo positivo de quase 675 mil euros entre rendimentos e gastos totais, mas um resultado final negativo que quase chega a 1,2 milhão de euros – por consequência dos gastos com amortizações e juros.
Cabe ressaltar que o documento apresentado contempla a atividade do clube, mas não a da SAD – entidade que tutela o futebol profissional e a maioria do futebol de formação.
O clube vimaranenses detalhou também que espera arrecadar 3,02 milhões de euros em receitas com quotas de associados e venda de lugares anuais em 2026/27, com esse valor a dividir-se, detalhadamente, por 2,34 milhões de euros de quotização e 674 mil euros em lugares anuais no Estádio D. Afonso Henriques.
O orçamento tem discussão e votação marcada para a Assembleia Geral marcada para o dia 24 de julho, às 20h, no Ginásio de Esportes Unidade Vimaranense.
Os trabalhos começarão com a leitura e aprovação da ata da Assembleia Geral realizada no dia 24 de outubro de 2025. Só depois virá a apresentação do orçamento anual para o exercício do ano associativo 2026/2027 feito pela nova Diretoria. Seguir-se-á a leitura do parecer do Conselho Fiscal sobre o orçamento apresentado, bem como sua discussão e votação.
Por fim, haverá 30 minutos dedicados à discussão de outros assuntos com interesse para os conquistadores.
«O parceiro não é o centro de todas as decisões»
O documento começa com uma mensagem do presidente recém-eleito (vitorioso nas eleições de 13 de junho, por dois votos), Rui Rodrigues. O dirigente escreve que «um clube moderno deve colocar o sócio no centro de todas as decisões». Por isso, «escutar os sócios, entender suas necessidades, melhorar continuamente a experiência que lhes é proporcionada e criar novas formas de participação é uma prioridade permanente».
«Cada decisão deve ser avaliada pelo impacto que tem na vida dos vitorianos e sempre servir para reforçar o sentimento de pertencimento e a ligação com o clube», diz, antes de enaltecer que o «sucesso depende do trabalho diário de inúmeras áreas que, muitas vezes, atuam nos bastidores».
«Quando há um alinhamento entre todas essas estruturas, o clube se torna mais eficiente, mais ágil e mais capaz de responder aos desafios do presente e do futuro. Essa união exige uma visão transversal da organização. Cada departamento deve, portanto, entender as necessidades dos demais, compartilhar conhecimento, comunicar-se de forma transparente e buscar soluções conjuntas», acrescenta.
No mesmo registro escrito, o conselho fiscal dá parecer favorável por unanimidade ao orçamento, recomendando, no entanto, «uma rotina de controle mensal para a validação da base de receitas recorrentes e a definição de limites de gastos por área, em especial nas modalidades».
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