Sector privado é chave para transformar Moçambique numa economia competitiva, defende vice-presidente da WHC

O empresário moçambicano e vice-presidente da WHC, Mouhadji Lam, considera que a XXI Conferência Anual do Sector Privado (CASP 2026) representa uma oportunidade importante para fortalecer a parceria entre o Estado e as empresas privadas, defendendo que Moçambique deve apostar numa economia mais comercial e competitiva, à semelhança de países como Dubai e China.

Falando após a abertura da conferência pelo Presidente da República, Daniel Chapo, em Maputo, Mouhadji Lam destacou a importância da colaboração entre o Governo e o sector privado para promover o desenvolvimento económico e social do país.

“Moçambique tem que virar um país comercial. Temos de aprender com exemplos como Dubai e China. Em África, muitas vezes é difícil estabelecer ligações, mas sem conexão, sem trabalho conjunto e sem colaboração não há desenvolvimento”, afirmou.

O empresário sublinhou que o Estado não consegue alcançar sozinho os seus objectivos sem o envolvimento das companhias privadas, considerando que sectores fundamentais como saúde, educação e emprego dependem de uma economia forte, gerada também pela actividade empresarial.

“Se queremos trabalhar, o Estado nunca vai trabalhar sem as companhias privadas. É através do comércio e das empresas que o Estado consegue arrecadar receitas, através dos impostos, para continuar a desenvolver o país”, explicou.

Mouhadji Lam elogiou a abertura do Governo moçambicano ao diálogo com o sector privado, destacando a postura do Presidente Daniel Chapo na promoção de encontros e debates sobre questões económicas.

“Agradeço muito ao Estado moçambicano porque é um Estado aberto. Temos um Presidente jovem que conversa com todos sobre assuntos de trabalho, e nós também temos de apoiar”, disse.

A XXI CASP, organizada pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), constitui a principal plataforma de diálogo entre o Governo e o sector privado no país. O encontro reúne empresários, investidores e representantes institucionais para discutir temas ligados ao investimento, produção, exportações, estabilidade económica e melhoria do ambiente de negócios.

Durante o evento, serão igualmente debatidas reformas económicas e institucionais, incluindo a redução da burocracia, digitalização dos serviços públicos e medidas de combate à corrupção, com vista a criar melhores condições para investidores nacionais e estrangeiros.


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