Contudo, após uma série de peripécias de bastidores, tornou-se virtualmente impossível a continuidade da ligação à federação de Seul, onde exercia as funções de adjunto do selecionador principal, Hong Myung-bo.
Houve um conjunto de episódios insólitos que contribuíram muito para esse desfecho. Entre outras coisas, houve uma oposição muito forte dos torcedores na recepção à delegação no aeroporto, logo após a eliminação do torneio que aconteceu na América do Norte. A crise escalou com a intervenção direta do presidente da República sul-coreano, Lee Jang-myung, que confessou publicamente ter ficado «perplexo» com o desempenho da equipe na prova. O cenário de ruptura total culminou na fuga caricata de Hong Myung-bo, que viajou disfarçado rumo aos Estados Unidos para escapar da pressão midiática e popular.
O antigo braço-direito de Fernando Santos e Paulo Bento permanece ainda em solo asiático para agilizar os últimos trâmites burocráticos e logísticos da sua desvinculação, mas a sua determinação em abandonar o projeto é irreversível. O técnico estuda já algumas abordagens para o futuro.Inserida no Grupo A da fase final, juntamente com o coanfitrião México, a África do Sul e a Chéquia, a seleção sul-coreana até começou bem, ao vencer os europeus por 2-1. Todavia, os desaires subsequentes por 1-0 frente a mexicanos e sul-africanos ditaram o adeus prematuro, falhando o acesso aos 1/16 avos de final e mergulhando o futebol do país numa profunda crise federativa.
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