Gaza, Maputo e Sofala entre as províncias mais atingidas; mais de 50 mil deslocados estão em centros de acolhimento
Maputo, 22 de Janeiro de 2026 – Mais de 600 mil pessoas foram afetadas pelas cheias no sul e centro de Moçambique, segundo informações tornadas públicas esta quinta-feira (22) pelas Nações Unidas em Moçambique, através da sua página oficial do Facebook.
De acordo com a ONU, as províncias de Gaza, Maputo e Sofala estão entre as mais duramente atingidas, registando danos severos em habitações, estradas, unidades sanitárias e meios de subsistência, numa crise que continua a evoluir.
Governo lidera resposta com apoio internacional
A resposta à emergência está a ser liderada pelo Governo de Moçambique, com o apoio das Nações Unidas e parceiros humanitários, num contexto de operações contínuas de salvamento, evacuação, avaliação de danos e assistência às populações.
Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas deslocadas encontram-se actualmente acolhidas em centros temporários, enquanto equipas no terreno continuam a trabalhar para responder às necessidades imediatas.
Apoio vital em curso
As Nações Unidas informam que estão a reforçar o apoio humanitário essencial, com destaque para:
- Abrigo de emergência
- Água potável e saneamento
- Cuidados de saúde
- Nutrição para bebés e mães
- Campanhas de vacinação
- Assistência em dinheiro às famílias afetadas
O objectivo, refere a organização, é salvar vidas e proteger a dignidade das comunidades atingidas.
“A prioridade absoluta é salvar vidas”
Citada na publicação, a Dra. Catherine Sozi, Coordenadora Residente das Nações Unidas em Moçambique, sublinha a gravidade do momento:
“Neste momento, a prioridade absoluta é salvar vidas. Ao mesmo tempo, precisamos ajudar as comunidades a reconstruir e reduzir riscos futuros. Este é um momento que exige renovada solidariedade global.”
Crises sobrepostas agravam vulnerabilidade
A ONU alerta que Moçambique enfrenta crises múltiplas e recorrentes, incluindo cheias, deslocamento forçado, surtos de doenças e forte pressão económica, que continuam a afectar repetidamente as mesmas comunidades, aumentando a sua vulnerabilidade.
Face a este cenário, a organização sublinha que a solidariedade internacional é urgente e essencial para responder à emergência imediata e apoiar a recuperação a médio e longo prazo.






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