O transporte interprovincial em Moçambique atravessa um período crítico devido à escassez de combustível em vários postos de abastecimento e ao aumento contínuo dos custos operacionais. Como resultado, transportadores e passageiros enfrentam atrasos prolongados, viagens incertas e despesas cada vez mais elevadas nas principais rotas nacionais.
A crise afecta sobretudo os operadores de longo curso, que percorrem centenas de quilómetros sem garantias de abastecimento regular ao longo do trajecto. Ao mesmo tempo, o encarecimento do combustível reduz a margem de lucro dos transportadores e aumenta a pressão sobre os passageiros.
Manuel, transportador com quinze anos de experiência, afirma que as viagens para a província de Inhambane se tornaram financeiramente mais difíceis após a recente subida dos preços dos combustíveis.
Segundo explicou, muitos motoristas passaram a reduzir a velocidade das viaturas para economizar combustível e evitar prejuízos maiores.
“Estamos a andar em marcha lenta para poupar combustível”, revelou o operador, acrescentando que os custos por viagem já ultrapassam os catorze mil meticais.
Além disso, os transportadores denunciam dificuldades constantes para abastecer nas bombas formais. Por causa da escassez, muitos motoristas recorrem ao mercado informal, onde os preços são muito mais elevados.
“Vinte litros custam 3.500 meticais”, lamentou Manuel, referindo-se aos vendedores clandestinos que operam ao longo das estradas nacionais.
Entretanto, várias bombas de combustível passaram a limitar o abastecimento de gasóleo a apenas cem litros por autocarro de grande porte. Segundo os operadores, essa medida compromete a realização normal das viagens interprovinciais.
Vasco, também transportador, considera que a situação ameaça seriamente a sustentabilidade do sector.
“O custo de uma viagem para o norte pode chegar agora aos cem mil meticais”, afirmou.
Por outro lado, os passageiros também enfrentam transtornos constantes. Um viajante proveniente da Maxixe contou que a sua viagem sofreu horas adicionais de atraso devido às longas bichas para abastecimento no distrito de Zavala.
Assim, muitos utentes seguem viagem sem garantias de chegar ao destino final, temendo que os veículos fiquem imobilizados por falta de combustível durante o percurso.
No Terminal da Junta, na cidade de Maputo, o cenário é descrito como preocupante pelos responsáveis do sector.
Gil Zunguze afirma que muitos motoristas passam noites inteiras em postos de abastecimento à espera de combustível. Consequentemente, a permanência prolongada nas estradas aumenta os riscos de assaltos e insegurança.
“O sofrimento dos transportadores está a aumentar todos os dias”, observou.
Apesar das dificuldades, o transporte de passageiros continua a funcionar de forma limitada. Ainda esta sexta-feira, dezasseis autocarros partiram da capital com destino às províncias do centro e norte do país.
No entanto, operadores alertam que o sector funciona actualmente num equilíbrio frágil entre a necessidade de garantir mobilidade aos cidadãos e a crescente inviabilidade económica das operações.
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