A capital moçambicana enfrentou hoje uma crise generalizada no transporte público após diversos operadores paralisarem as suas atividades por falta de reajuste nas tarifas em vigor. Milhares de cidadãos foram obrigados a percorrer longas distâncias a pé na Avenida das FPLM devido ao bloqueio de várias rotas urbanas por parte dos transportadores. Nelson Augusto, um dos transportadores locais, explicou que o custo do combustível subiu drasticamente de 1.600 para 2.300 meticais por cada vinte litros abastecidos.
A receita mínima de 6.000 meticais exigida pelo patronato tornou-se inalcançável para a categoria na atual conjuntura económica moçambicana. Além disso, os operadores pedem desculpas pelos transtornos, mas reiteram que a paragem é o único meio para que o seu choro seja ouvido. Muitos utentes desistiram de chegar aos seus destinos no meio do percurso.
Luciana e as suas amigas, alunas da Escola Noroeste 1, perderam testes escolares importantes por falta de transporte disponível. “Não tem como, só pode caminhar mesmo”, desabafou a estudante enquanto seguia o trajecto a pé. Contudo, o cenário de martírio atingiu severamente os trabalhadores locais, o que impossibilita o custeio de sucessivas ligações de transporte.
O Senhor Lourenço defende que o Estado deve fixar uma nova tarifa oficial rapidamente para evitar a anarquia nos preços praticados. Portanto, a classe profissional aguarda uma resposta urgente do Governo sobre os novos valores baseados no preço atual do combustível em Moçambique. Esta situação revela, finalmente, um preocupante estagnar da economia que penaliza severamente toda a população moçambicana.
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