O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, destacou hoje a agricultura, o agronegócio e o turismo como sectores-chave para a geração de empregos em Moçambique. Em entrevista colectiva, reforçou que a agenda laboral deve guiar todas as políticas de desenvolvimento.
O anúncio foi feito durante uma reunião na Presidência da República com o vice-presidente do Banco Mundial para a África Austral, Ndiamé Diop, em que foram discutidos investimentos estratégicos do Banco Mundial em Moçambique, estimados em 50 mil milhões de dólares norte-americanos.
Cinco Áreas Prioritárias para o Desenvolvimento Económico
O encontro visou alinhar cinco sectores estratégicos que serão foco dos investimentos estratégicos do Banco Mundial em Moçambique:
- Energia – Aproveitando os recursos existentes e a crescente procura.
- Agricultura e Agronegócio — Prioridade central para fortalecer a economia e gerar empregos.
- Turismo – Identificado como sector estratégico de crescimento sustentável.
- Corredores de Desenvolvimento – Essenciais para comércio regional, turismo, agricultura e integração digital.
- Desenvolvimento da Força Laboral – Capacitação de profissionais para atender às demandas do sector privado.
Segundo Ndiamé Diop, o Banco Mundial pretende manter-se totalmente alinhado com as prioridades do Governo de Moçambique, garantindo programas potenciais e apoio efectivo em cada uma dessas áreas.
Compromisso com a Criação de Empregos
Diop afirmou:
“O Presidente Chapo apresentou a visão sobre o que precisa ser desenvolvido no sector agrícola. Há grandes investimentos que podem chegar a Moçambique, cerca de 50 biliões de dólares. Mas ele insistiu na importância de criar empregos através de agricultura, agronegócio e turismo. Nós concordamos. A agenda de empregos deve ser o centro de todas as iniciativas.”
A coordenação entre o Banco Mundial e o Governo moçambicano reforça o compromisso com a criação de empregos sustentáveis, essencial para o crescimento económico e para reduzir desigualdades regionais.
Apoio Fiscal e Coordenação Internacional
O encontro abordou ainda os desafios fiscais do país. Diop garantiu:
“Estamos comprometidos a apoiar o Governo de Moçambique com sentido de urgência. Trabalhamos em estreita colaboração com o Fundo Monetário Internacional para assegurar que os programas sejam eficazes e sustentáveis.”
O enfoque é fortalecer a capacidade do Estado de gerir a economia, atrair investimento privado e consolidar sectores estratégicos, tornando os investimentos estratégicos do Banco Mundial em Moçambique uma alavanca de transformação económica.
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